Mês da Visão: por que cuidar dos olhos deve fazer parte da sua rotina de saúde

Entenda por que cuidar da saúde ocular deve fazer parte da rotina, mesmo sem sintomas, e quais hábitos ajudam a preservar a visão

Outubro coloca a saúde dos olhos em evidência. Em 2026, o Dia Mundial da Visão acontece em 8 de outubro e reforça uma mensagem simples: cuidar dos olhos também precisa estar entre as prioridades de saúde. 1

Na prática, porém, muita gente ainda procura o oftalmologista apenas quando começa a enxergar mal.

É comum acompanhar pressão arterial, glicemia, colesterol, alimentação e atividade física, mas deixar a visão em segundo plano enquanto aparentemente está tudo bem.

O problema é que enxergar bem hoje não significa necessariamente que todas as estruturas dos olhos estejam saudáveis. Algumas doenças podem evoluir durante bastante tempo sem produzir sinais percebidos pelo paciente. 2

Por isso, durante o Mês da Visão, o HORM propõe uma mudança simples de perspectiva: incluir a saúde ocular na rotina de cuidados, e não somente lembrar dos olhos quando surge algum problema.

Saúde ocular também é prevenção

A visão participa de praticamente todas as atividades do dia a dia.

Ler, dirigir, trabalhar, reconhecer pessoas, utilizar um celular, praticar atividades físicas e se deslocar com autonomia dependem dela.

Por isso, cuidar dos olhos não significa apenas corrigir o grau dos óculos.

Uma avaliação oftalmológica permite observar diferentes estruturas, identificar alterações, conhecer fatores de risco e acompanhar condições que podem interferir na qualidade da visão ao longo dos anos.

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia reforça que a consulta oftalmológica pode revelar problemas que vão muito além da necessidade de óculos e ajudar a identificar doenças antes que causem consequências mais importantes.

Por que esperar os sintomas pode ser um problema?

Porque algumas doenças oculares não avisam no começo.

O glaucoma é um exemplo clássico. Em suas formas mais comuns, pode evoluir lentamente sem sintomas perceptíveis, enquanto o nervo óptico sofre danos progressivos

A retinopatia diabética também pode permanecer assintomática em suas fases iniciais

Até algumas alterações relacionadas ao envelhecimento da mácula podem começar sem mudança perceptível na visão

É justamente por isso que a prevenção não deve depender apenas do que o paciente sente.

A saúde dos olhos conversa com a saúde do corpo

Os olhos não funcionam isoladamente.

Doenças como diabetes e hipertensão podem produzir alterações oculares e aumentar a necessidade de acompanhamento.

No diabetes, por exemplo, os vasos da retina podem ser afetados antes que a pessoa perceba qualquer dificuldade para enxergar. Por isso, o acompanhamento oftalmológico integra o cuidado com a própria doença

Histórico familiar, idade, alta miopia e algumas condições clínicas também podem alterar o risco para determinadas doenças.

Conhecer esses fatores ajuda o oftalmologista a definir como cada pessoa deve ser acompanhada.

Hábitos cotidianos também influenciam a saúde ocular

Nem todo cuidado acontece dentro do consultório.

Alguns hábitos simples ajudam a preservar o conforto e a saúde dos olhos:

  • proteger os olhos da radiação ultravioleta com óculos adequados;
  • fazer pausas durante longos períodos de uso de telas;
  • utilizar lentes de contato seguindo corretamente as orientações de higiene e descarte;
  • evitar automedicação com colírios;
  • controlar doenças como diabetes e hipertensão;
  • não fumar;
  • procurar avaliação diante de mudanças na visão.

Cuidar da saúde geral também contribui para a saúde ocular

Quem precisa ter atenção redobrada?

Algumas pessoas podem necessitar de acompanhamento mais próximo.

Entre elas estão aquelas que apresentam:

  • diabetes;
  • hipertensão;
  • histórico familiar de glaucoma ou outras doenças oculares;
  • alta miopia;
  • doenças previamente diagnosticadas;
  • uso de medicamentos que possam interferir na saúde ocular;
  • idade mais avançada.

A periodicidade das consultas deve ser individualizada conforme os fatores de risco e a avaliação do oftalmologista.

Crianças também precisam de acompanhamento?

Sim.

A saúde ocular começa muito antes da vida adulta.

Crianças nem sempre conseguem perceber que enxergam de forma diferente. Quando determinada dificuldade existe desde cedo, aquela pode ser simplesmente a única forma de enxergar que elas conhecem.

Por isso, o acompanhamento ao longo do desenvolvimento também é importante.

E depois dos 40 anos?

Algumas mudanças passam a ser mais frequentes.

A presbiopia, conhecida como vista cansada, costuma aparecer nessa fase. Ao mesmo tempo, o avanço da idade aumenta a importância do acompanhamento de doenças como glaucoma, catarata e alterações da retina.

Ou seja: precisar afastar o celular para ler pode fazer parte do envelhecimento natural. Atribuir qualquer mudança visual apenas à idade, porém, não é uma boa estratégia.

Cuidar dos olhos deve entrar na agenda

A lógica é semelhante à de outros cuidados preventivos.

Não é necessário esperar sentir dor para medir a pressão arterial. Também não faz sentido esperar perder qualidade visual para começar a prestar atenção à saúde dos olhos.

Consultas periódicas ajudam a acompanhar mudanças, avaliar fatores de risco e identificar doenças que podem não provocar sintomas nas fases iniciais

Mês da Visão: um convite para olhar também para a prevenção

Os olhos fazem parte da saúde.

Parece óbvio, mas lembrar deles somente quando alguma dificuldade aparece ainda é muito comum.

Neste Mês da Visão, o convite do HORM é incluir a saúde ocular entre os cuidados que você mantém ao longo da vida.

Porque preservar a visão começa muito antes de perceber que algo mudou.

Perguntas frequentes

Quem enxerga bem precisa consultar um oftalmologista?

Sim. Algumas doenças oculares podem começar sem sintomas perceptíveis.

Consulta oftalmológica serve apenas para medir o grau?

Não. A avaliação também permite examinar diferentes estruturas dos olhos e investigar sinais de doenças.

Preciso fazer todos os exames oftalmológicos?

Não. Exames complementares são solicitados de acordo com a necessidade de cada paciente.

Diabetes pode prejudicar a visão?

Sim. O diabetes pode afetar a retina, entre outras estruturas, e exige acompanhamento adequado.

Com que frequência devo consultar um oftalmologista?

Não existe um intervalo único válido para todas as pessoas. Idade, histórico familiar, doenças, fatores de risco e achados clínicos influenciam essa definição.

Navegue pelo conteúdo

Fale com
a gente
Agende sua consulta, fale com nossa equipe