Transpalnte de Córnea: fique de olho e seja um doador

Este será o nosso último post da série sobre transplante de Córnea, caso você não tenha lido os outros dois basta clicar nos títulos:

Transplante de córnea: uma nova oportunidade ao olhar

Transplante de córneas e dica para o pós-operatório

Dando sequência ao nosso conteúdo, vamos falar um pouco sobre os riscos após o transplante de córnea. Mesmo que as chances de sucesso do procedimento sejam grandes, sempre existe a possibilidade de alguma complicação e portanto o acompanhamento com o oftalmologista se torna fundamental. Um exemplo é a possibilidade de rejeição da nova córnea, que ocorre de 10% a 20% dos casos.

Alguns sinais de que a nova córnea foi rejeitada são: diminuição da visão, aumento da vermelhidão no olho, aumento da dor e do incômodo, aumento da sensibilidade à luz.

Se qualquer um desses sintomas durar mais do que 6 horas, o paciente deve contatar imediatamente o seu oftalmologista, para que a rejeição seja tratada logo após o surgimento dos primeiros sintomas. Além da rejeição, existem outros problemas que podem surgir após um transplante de córnea, sendo os mais comuns:

– Astigmatismo – quando a córnea não fica perfeitamente esférica depois do transplante;

– Glaucoma – quando há o aumento da pressão intraocular;

– Descolamento de Retina – quando a retina se soltar do fundo do olho, podendo levar à cegueira.

Além disso destacamos a necessidade de ter muito cuidado com o olho operado, evitando passar as mãos, por exemplo, pois o risco de infecção interna é grande, pois, enquanto não estiver completamente curado, qualquer sujeira ou bactéria pode entrar no olho e causar uma grave infecção.

Agora que você já sabe todos os processos sobre o transplante de córneas, vamos voltar ao primeiro ponto e que é o principal deles: assuma este ato de amor e declare ser um doador de órgãos.  Pense, No Brasil, o número de transplantes de córnea vem crescendo, mas ainda é insuficiente em relação ao número de pacientes que esperam por essa cirurgia. Algumas pessoas estão hoje praticamente cegas e, após a cirurgia, vão poder voltar a levar uma vida normal sem limitações.

E lembre-se: Para ser doador não há qualquer restrição em relação a ter feito cirurgias oculares, ter glaucoma, entre outras doenças, e não é necessário deixar nada por escrito, em nenhum documento. Basta comunicar sua família do desejo da doação. A doação de órgãos só se efetiva após autorização familiar.

 

Fonte: https://www.hospitaldeolhos.com.br/

Transplante de Córnea: como é a cirurgia e quais os cuidados no pós-operatório

Quem acompanha nossas redes sociais sabe que neste mês de Setembro estamos focados em um assunto muito importante: a doação de órgãos. Na semana passada nós exploramos um pouco sobre o cenário atual do Brasil quanto ao assunto e destacamos, no caso do transplante de córnea, quais são os fatores limitantes do procedimento e quais as doenças e/ou situações que podem causar a necessidade do procedimento. (Caso não tenha lido, basta clicar aqui)

Hoje vamos explicar um pouco sobre como é realizado o transplante de córnea. Ele pode ser feito com anestesia geral, em que o paciente fica inconsciente, ou local, quando apenas o olho é anestesiado. Na maioria dos casos, trata-se de uma cirurgia rápida, com duração média de uma hora, onde nomalmente o paciente nem precisa de internação.

O procedimento inteiro é feito com um microscópio cirúrgico. Durante a cirurgia é utilizada uma lâmina circular que, quando encaixada no olho, faz um corte circular para remover o centro da córnea doente do paciente. Após isso a córnea saudável é adaptada para caber perfeitamente no espaço da córnea removida e então é costurada no olho do receptor com um fio de nylon finíssimo. Esse fio pode ser retirado facilmente em uma clínica oftalmológica, assim que o olho estiver completamente cicatrizado, podendo permanecer lá por meses ou até anos. No final do procedimento, é feito um curativo e colocado um protetor ocular de plástico.

Após a cirurgia, é necessário o uso de colírios à base de esteroides e/ou antibióticos e pomadas que ajudam na cicatrização da córnea. Esses medicamentos auxiliam no processo de recuperação do olho e são essenciais para reduzir o inchaço e a inflamação, evitando possíveis infecções e até mesmo a rejeição do transplante.

Existem diversas maneiras de se fazer um transplante de córnea. Tudo vai depender de qual parte da córnea foi danificada e do tamanho da área que precisa ser substituída. Conheça os três principais

procedimentos para esta cirurgia:

– Ceratoplastia Penetrante: o tipo mais comum trata-se do transplante da córnea por completo.

– Transplante Lamelar: Referente ao transplante parcial da córnea, indicado quando a substituição da córnea por completo não é a melhor opção. Neste caso, existem duas formas: Lamelar Profundo onde a camada interna da córnea é substituída , ou Lamelar de Superfície onde apenas as camadas externas da córnea são substituídas.

– Ceratoplastia Endotelial: é a substituição da parte mais profunda da córnea. Indicado para pacientes com alterações que envolvam somente as camadas posteriores da córnea, endotélio e membrana de Descemet, sem comprometer outras camadas.

Após o transplante é fundamental que o paciente tome algumas precaoções como:

– Não coçar os olhos, pois a chance de reabrir os cortes feitos na cirurgia, causando infecções, ou até mesmo arrancar a sua nova córnea é muito maior quando há atrito nos olhos nos primeiros dias de recuperação.

– Evite esforços durante as primeiras semanas: logo após a cirurgia, seus olhos estarão muito sensíveis. Por isso, é recomendável que você não faça esforço como academia, por exemplo. Se o seu trabalho é braçal ou exige esforço físico, peça licença médica e descanse em casa durante três a quatro meses antes de retornar.

– Evite fumar ou ficar perto de fumantes: fatores externos, como a poluição e o pólen, já podem irritar os seus olhos. Imagine o que pode acontecer com a fumaça tóxica do cigarro? Por isso, se você é fumante, pare de fumar até que seus olhos se recuperem. Se alguém que mora ou convive com você fuma, peça para não fumar perto de você até que esteja completamente recuperado.

– Use óculos de sol: um dos efeitos colaterais mais comuns das cirurgias oculares é a sensibilidade extrema à luz, principalmente nas primeiras semanas após a operação. Por isso, use óculos de sol.

 

Recuperando a Visão

O tempo de recuperação para que sua visão volte ao normal após o transplante depende de qual tipo de procedimento foi feito. Num procedimento mais superficial nas camadas externas, pode levar cerca de duas semanas para que a visão volte ao normal. Já num transplante completo da córnea, pode levar até dois anos. Em ambos os casos, o paciente deverá ir regularmente ao oftalmologista para fazer revisões e acompanhamento do processo de recuperação.

O que você achou dessa matéria?! Continue acompanhando nossas redes sociais e nosso blog póis teremos mais informações interessantes para você.

Fonte: https://www.hospitaldeolhos.com.br/

Equipe Hospital de Olhos Rui Marinho

Transplante de Córnea: uma nova oportunidade ao olhar.

No dia 1º deste mês foi iniciada a campanha Setembro Verde. Uma iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais que visa incentivar a doação de órgãos.

No primeiro semestre de 2017 segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos – ABTO foram realizados no Brasil 19.637 transplantes de órgaos e tecidos e destes, 7.821 foram de córnea.

Para quem não sabe, a córnea é a película transparente que recobre a íris e a pupila, e é responsável por uma grande parte do poder de focagem. Ela permite que as imagens do meio externo penetrem no olho e sejam captadas pela retina. Sua aparência transparente e saudável é essencial para uma boa visão, porém, algumas doenças oftalmológicas ou danos nos olhos podem danificar o seu funcionamento, sendo necessário o transplante total ou parcial, para que possamos voltar a enxergar.

Quando a córnea reduz sua transparência e a luz não consegue passar por ela para formar a imagem na retina, o resultado é a perda parcial ou até mesmo total da visão. Para esses casos o paciente poderá recorrer ao transplante de córnea, no qual a córnea doente ou danificada é substituída pela córnea de um doador. Nesse caso vale destacar que não há uma necessidade de haver compatibilidade entre doador e receptor e além disso, problemas como miopia, astigmatismo, catarata, entre outros não inibem o processo de doação.

O procedimento do Transplante de Córnea vem se desenvolvendo e já passou por avanços científicos capazes de reduzir seus riscos e causar menos transtornos durante e após a cirurgia. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, nem todos os paciente com problemas oculares voltam a enxergar com um transplante de córnea. Isso apenas ocorrerá se a cegueira tiver origem de alguma lesão ou doença da córnea, caso contrário, o transplante não é uma opção.

O transplante de córnea é indicado a pacientes que tiveram sua visão afetada por doenças ou danos na córnea que resultem na perda parcial ou total da visão, e que não tenham sido solucionados por medicamentos ou demais tratamentos. Certas situações podem afetar a saúde da córnea e colocar o doente em maior risco. Conheça as situações mais comuns que podem afetar a transparência da córnea:

  • Catarata congênita;
  • Cicatrizes de infecções, como a herpes ocular ou ceratite fúngica;
  • Condições hereditárias, como a distrofia de Fuchs;
  • As raras complicações da cirurgia LASIK;
  • As queimaduras químicas da córnea ou danos causados por uma lesão no olho;
  • Edema excessivo da córnea;
  • Rejeição do enxerto após um transplante de córnea anterior;
  • Descompensação do endotélio da córnea devido a complicações da cirurgia de catarata;
  • Ceratocone;
  • Degeneração marginal pelúcida;
  • Ceratoglobo;
  • Distrofias corneanas como a Distrofia de Fuchs;
  • Ceratopatia Bolhosa;
  • Córnea guttata;
  • Infecções corneanas graves;

Se você quer saber um pouco mais sobre transplantes de córnea não deixe de acompanhar nossos perfis e nosso blog, pois nosso próximo post será sobre como é o processo do transplante de córnea e quais os cuidados no pós-operatório!

Fonte: http://www.abto.org.br

https://www.hospitaldeolhos.com.br/

Equipe Hospital de Olhos Rui Marinho

Seja um doador: Transplante de córneas

doe órgãos, doe vida.

No ano passado, no Estado de Minas Gerais, 3.093 pessoas estavam na espera por um transplante de órgão. Pacientes que lutavam e lutam pela vida e contra o tempo. E como se não bastasse essa batalha diária, esses pacientes ainda encontram em seus caminhos um desafio ainda maior: a falta de informação.

Por exemplo, você sabia que no caso do transplante de córnea o doador não precisa ter compatibilidade de qualquer espécie com o receptor? Além disso, não possui relevância a idade do doador e nem se ele apresentava problemas de visão como miopia, hipermetropia, astigmatismo ou mesmo catarata e glaucoma.

Confira mais algumas curiosidades sobre o transplante de córnes:

– aproximadamente 90% das córneas doadas são aceitáveis para transplante;

– a córnea pode ser preservada por um período de até 15 dias após a sua retirada;

– a taxa de êxito dos transplantes de córnea é de 90%;

– podem ser doadores e receptores desde crianças até idosos.

O transplante de córnea é o mais frequente dentre os transplantes de tecidos realizados no Brasil. Porém, de acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) (2014), essa modalidade de transplante vem caindo desde 2012, para 80,1 por milhão da população (pmp), com queda de 5,2% (68,3 pmp) em 2014. Entretanto, ainda de acordo com a ABTO, a lista de espera continua caindo, o que poderia ter algumas explicações, como a necessidade real ser menor que a estimada (90 pmp) ou os pacientes não estarem tendo acesso aos serviços de transplante.

Um grande problema no que tange aos transplantes de córneas no Brasil é a disparidade regional. Alguns estados do país estão muito melhor preparados para o desenvolvimento dos transplantes do que outros. São Paulo, por exemplo, foi responsável, sozinho, por 32,8% do total de transplantes do País em 2014. A região Sudeste respondeu, por 48,5% do total dos transplantes (6.321), enquanto a região Norte realizou apenas 3,4% dos procedimentos (447). As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul responderam por 20,7%, 10,3% e 17,3% do número de transplantes realizados, respectivamente.

Referência: http://www.cbo.net.br

Equipe Hospital de Olhos Rui Marinho