Alergia Ocular: Como Prevenir

A alergia ocular é o termo usado para definir um série de reações dos nossos olhos e da região ocular a determinadas substâncias e produtos. A alergia é uma condição de resposta do nosso sistema imunológico frente aos inúmeros compostos que entram em nosso organismo. Na maioria dos casos, a pessoa tem pré-disposição à determinados alimentos e matérias e, ao ser exposto tem um episódio alérgico.

Com os nossos olhos, órgãos extremamente complexos e igualmente sensíveis, a situação não poderia ser diferente. Existe um número imenso de substâncias capazes de produzir essas reações alérgicas: Poeira dentro de casa, mudanças climáticas bruscas, ambientes com ar condicionado e poluição urbana são alguns dos fatores que podem contribuir para o desencadeamento desses episódios.

A melhor forma de prevenção está no autoconhecimento das nossas próprias limitações: É importante que o paciente identifique os agentes que mais irritam seus olhos, a fim de evitar complicações maiores tais como inflamação e infecção ocular.

Entre os sintomas mais comuns estão, ardência, coceira, sensação de areia nos olhos e/ou olho seco. Em decorrência disso, é comum que a pessoas apresente os olhos vermelhos e inchados, uma grande sensibilidade a luz e lacrimejamento.

Cuidado e prevenção é a melhor profilaxia nesses casos, por isso trazemos algumas dicas práticas de como evitar alergia ocular:

  • Mantenha os olhos sempre higienizados: Limpe suas lentes de contato e só a utiliza se tiverem higienizadas, além disso, faça a remoção por completo da maquiagem e demais cosméticos.
  • Mantenha os ambientes arejados e com boa exposição ao sol, permitindo assim que o ar circule pela casa e minimizar a formação de fungos.
  • Se possível evite objetos que acumulem poeira como, cortina, carpete, tapete, bicho de pelúcia, etc.
  • Evite coçar os olhos, pois isto estimula mais a alergia ocular, podendo causar um ciclo vicioso.
  • Evite ambientes com muito pó, fumaça ou com odores fortes.

 

Higienizando os Olhos do Bebê

Quando se fala da saúde do bebê, todo cuidado é muito pouco, ainda mais no caso de pais de primeira viagem. Os olhos são órgãos supersensíveis e, devem ser uma das prioridades do pais durante os primeiros meses de vida.

Todo cuidado começa com uma limpeza inicial feita pela equipe médica até uma hora após o nascimento. Esse procedimento é conhecido como método de Crede e, consiste na introdução de colírio de nitrato de prata 1% nos olhos da criança. A importância de realizar esse procedimento logo nas primeiras horas do bebê previne o aparecimento da conjuntivite neonatal, uma infecção causada quando há entrada de sangue ou outros líquidos nos olhos do bebê durante a parte.

Uma vez em casa, o cuidado deve continuar, sobretudo entre os seis e os doze meses, período onde acontece o desenvolvimento do sistema de drenagem lacrimal. A higienização dos olhos do bebê é algo muito importante e simples de ser feita. Recomenda-se que seja usada uma compressa esterilizada de soro fisiológico, ou um pano umedecido limpo, fervido em água filtrada. Os movimentos devem ser feitos de forma sutil sempre do canto nasal para a orelha.

A limpeza deve ser feita apenas com água ou soro fisiológico. Quanto ao uso de água boricada e remédios caseiros, tais como chá de rosa ou camomila, a recomendação dos especialistas é que eles não sejam usados: por serem composições mais complexas, elas podem causar irritações quando em contato em algo tão sensível como região dos olhos. Já o colírio, ele só deve ser administrado conforme prescrição médica.

O ideal é que se realize a higienização dos olhos logo no início do banho, onde a água ainda está limpa. Adotar essa rotina de limpeza pode prevenir não somente a conjuntivite neonatal, mas também a blefarite, uma inflamação nas pálpebras caracterizada por vermelhidão e surgimento de pus. O acompanhamento como o oftalmologista também é recomendado para avaliar se está tudo certo com a saúde ocular do bebê

 

 

Exames Oculares e Diabetes

A diabete é uma doença hormonal crônica que tem impacto em todo o organismo humano e, com a saúde ocular o cuidado também deve ser feito. Todo diabético precisa dar atenção especial à saúde de seus olhos uma vez que a alta taxa de glicose no sangue pode resultar em diversos consequências para a visão. Entre as mais frequentes complicações da diabetes estão a retinopatia diabética, glaucoma e catarata.

 

  • Catarata: Doença onde há uma opacificação parcial ou total do cristalino do olho, o que atrapalha a entrada de luz nos olhos e deixa a visão embaçada. Pode ser congênita (de nascimento), secundária (desenvolvida como complicação de outra doença) ou associada ao envelhecimento natural.
  • Glaucoma: Principal causa de cegueira adquirida, essa doença é caracterizada pelo aumento da pressão dentro do olho. A pressão alta com o passar do tempo danifica o nervo ótico. Mais comum em pessoas acima dos 60 anos.
  • Retinopatia Diabética: Doença que afeta os pequenos vasos da retina, originada principalmente devido ao tempo de duração da diabetes e ao descontrole da glicemia. A doença afeta ambos os olhos e se não diagnosticada e tratada precocemente pode levar a cegueira irreversível.

 

Estas patologias se desenvolvem mais facilmente nas pessoas com diabetes tipo 1, a diabete congênita. Portanto, vale lembrar que o controle do nível de glicemia no sangue deve ser acompanhado diariamente, afinal esse monitoramento associado à uma alimentação equilibrada, é a melhor forma de prevenir o desenvolvimento dessas doenças.

Listamos abaixo alguns dos exames importantes que ajudam na identificação e controle da retinopatia diabética, principal doença ocular que pode acometer um diabético, no entanto, vale lembrar que o encaminhamento para qualquer um desses exames deve ser direcionado pelo oftalmologista. Saiba quais são os exames:

 

Angiofluoresceinografia: Avalia o fluxo dos vasos da retina através de fotografias do fundo do olho capturadas por máquina digital, com o auxílio de uma injeção endovenosa com corante a base de fluoresceína.

Mapeamento da Retina: fundamental para o diagnóstico e acompanhamento dos problemas da retina, pois permite uma visão detalhada de toda a superfície interna do olho.

 

Ressaltamos ainda que uma vez diagnosticado com a diabetes, o paciente está mais propenso a desenvolver Glaucoma e Catarata e por isso, como uma dica de cuidado extra, listamos alguns outros exames que podem detectar e acompanhar o desenvolvimento dessas doenças.

Aberrometria: Estuda possíveis irregularidades ópticas de alta ordem que podem comprometer a visão. As imagens capturadas através de projeções luminosas na córnea proporcionam análise detalhada do sistema óptico ocular (córnea e cristalino). Detecta Catarata

Biometria ultrassônica: Avalia as dimensões oculares e cálculos dos poderes de lentes-intraoculares para cirurgias de catarata. É medida a distância entre a córnea e a retina, que é fundamental para a implantação da lente intra-ocular correta no tratamento de catarata, podendo até eliminar a necessidade de uso dos óculos. Esse exame também é necessário para o acompanhamento do glaucoma congênito, que pode tanto evoluir quanto regredir, dependendo do caso. Detecta Catarata

Estereofato de papila: Este exame consiste na fotografia colorida, com máquina digital, do nervo óptico ou papila em estereopsia (montada em 3D). Sua principal função é permitir a comparação objetiva da evolução de escavação de disco óptico. Detecta Glaucoma

Fundoscopia/ Exame de Fundo de Olho: Permite visualizar as estruturas do fundo de olho, dando atenção ao nervo óptico, os vasos retinianos, e a retina propriamente dita, especialmente sua região central denominada mácula. Detecta Glaucoma

Gonioscopia: Avalia as estruturas intra-oculares entre a íris e a córnea e é importante para avaliação e tratamento de pacientes portadores ou suspeitos de glaucoma, além do estudo de tumores na íris, trauma ocular ou suspeita de outras anormalidades. Detecta Glaucoma

Tonometria de Aplanação: Permite a medida da pressão intra-ocular, que é fundamental para o diagnóstico de glaucoma. A Tonometria é considerada o exame mais preciso, indolor e simples para a medição da pressão intraocular, além de ser um exame muito importante. Para a realização do exame os olhos são anestesiados com um colírio, levando menos de dois minutos para que ele seja finalizado. Detecta Glaucoma

 

 

3 Hábitos que Contribuem para uma Boa Visão

A visão é definida como um dos cinco sentidos: Mais do que a visão propriamente dita, nossos olhos são responsáveis por nos orientar no mundo. Já pensou como tudo o que você faz seria mais difícil se você tivesse sua visão comprometida?

Por essa razão, é sempre importante ter uma atenção especial com sua visão. Listamos então três lições bem práticas de como cuidar bem dos seus olhos.

Conheça as dicas dos especialistas

  1. Umidifique Sempre

A baixa umidade do ar traz dias mais secos e com isso, a lubrificação do nosso olho fica comprometida. Para evitar o ressecamento da superfície ocular, é essencial que umidifiquemos o ambiente a nossa volta. Uma sugestão é o uso de aparelhos umidificador, manter próximo de você um ambiente com água, ou até mesmo usar colírios de lágrima artificial.

  1. Pisque Mais

Um dos hábitos mais naturais do ser humano e muitas vezes feito de forma involuntária: Piscar os Olhos. No nosso cotidiano passamos muito tempo concentrados em atividade e/ou expostos a telas como celular, televisão e computador e com isso, piscamos muito menos. Ao piscar, lubrificamos a superfície ocular e impedimos a entrada de partículas de poeira dispersas na atmosfera.

  1. Evite a todo Custo

Procure ser mais cuidadoso e vigilante com o que se aproxima perto da região dos olhos. Não leve dedos ou mãos sujas/engorduras, pois você pode estar levando bactérias e pequenas partículas que podem lesionar os olhos; crie o hábito de lavar as mãos, sobretudo se você for usuário de lentes de contato. Quando sentir irritações, evite coçar excessivamente as pálpebras. Procure não levar objetos pontiagudos próximo a região dos olhos; prefira produtos de higiene que tem ph neutro; retire a maquiagem antes de dormir e de forma cuidadosa e por fim, evite usar óculos de sol sem filtro UV.

A Importância do Exame de Fundo de Olho

Boa parte da pauta de uma visita ao oftalmologista é dedicada aos diferentes exames que podem detectar precocemente uma diversidade de doenças e anomalias nos olhos e, praticamente todos que já fizeram uma consulta ao oftalmologista já tiveram de fazer o Exame de Fundo de Olho. Também chamado de fundoscopia, esse exame traz uma análise completa de como estão as estruturas de fundo olho; nervo óptico; a retina e os vasos que a irrigam.

A eficácia do exame dá-se pelo fato de que através da retina, é possível ter uma noção geral do organismo humano. O médico oftalmologista ao examinar o paciente consegue visualizar artérias, veias e nervos, sendo assim, qualquer alteração nessas áreas pode ser observada nessa avaliação.

O princípio é simples: as alterações nos vasos sanguíneos oculares indicam que o olho não está saudável. Para se ter uma ideia, por esse único exame é possível detectar sífilis; AIDS; toxoplasmose infecciosa; leucemia e linfomas (doenças de sangue); hipertensão e diabetes crônica; tumores na cabeça; glaucoma e degeneração da retina. Sabe aquele ditado de que os olhos são as janelas do corpo? Nunca fez tanto sentido, certo?!

Vale destacar que para os casos de doenças crônicas, o Exame de Fundo de Olho só consegue diagnostica-la quando estão em um estágio avançado uma vez que vasos e nervos terão aparência similar à normal. Nesse caso a fundoscopia é feita para acompanhamento clínico do caso.

Por fim, ressaltamos o quão silenciosas essas doenças podem ser: O paciente pode tê-las sem apresentar alterações e sintomas perceptíveis. Por isso a importância desse exame e de que a pessoa se submeta de tempos em tempos à um check-up oftalmológico e clínico geral.