Doenças Oculares Silenciosas

Uma irritação nos olhos nunca é algo bom, mas pelo menos ao perceber os olhos em tons avermelhados, atinamos o senso de urgência e buscamos a ajuda de um profissional. O mesmo pode ser dito sobre terçol, conjuntivite, uveítes e blefarite: Você pode até não saber o nome ou o que causa cada uma dessas oculopatias, mas os sinais externos que aparecem na região ocular indicam que algo não está bom. Nossa acuidade visual é outro fator que nos impulsionam a buscar a ajuda de um médico: se estamos tendo dificuldade de enxergar à determinadas distâncias, a primeira medida é agendarmos um exame oftalmológico para enfim descobrir o que se passa. No entanto, existem uma série de doenças oculares silenciosas que não trazem nenhum sintoma externo ou grandes desarranjos sistêmicos que nos motivam a buscar ajuda com o oftalmologista.

Para início de conversa, enxergar bem não significa necessariamente que o olho é saudável. Existem doenças que causam graves alterações na estrutura ocular e ainda assim mantém a capacidade de enxergar intacta até que a doença se agrave ainda mais. Outras patologias sistêmicas podem acometer regiões menos importantes para a visão central, mas que tem grande importância na saúde ocular. Sendo assim, usar como desculpa a sua boa visão para não ir ao oftalmologista pode não ser uma sabia decisão.

Um dos exemplos mais clássico de doenças oculares silenciosas é o Glaucoma, doença que acomete o nervo óptico, causa na maioria das vezes pelo aumento da pressão intra-ocular. Acontece que quando os níveis da pressão ocular estão elevados eles podem ser totalmente assintomáticos. Isso é muito ruim afinal, pouco a pouco o nervo óptico é danificado de forma irreversível até quem enfim, a visão seja comprometida e o tratamento perde sua eficácia.

Outro caso é a da Rotura da Retina. Muitas vezes a retina pode sofrer pequenas rachaduras nas suas regiões mais periférica e durante anos ela pode não trazer nenhum desconforto visual ou comprometimento sistêmico. Porém, chega o momento em que essa ruptura evoluir e permita a passagem de líquido para seu interior provocando o deslocamento da retina. Quando isso acontece a visão é comprometida de forma súbita, e já pode ser tarde para o tratamento de algo que poderia ter sido detectado por um check-up oftalmológico de rotina.

Já as Retinopatias são alterações nos vasos sanguíneos que irrigam a retina. Elas são progressivas e iniciam de forma tímida não apresentando sintomas até que a vista comece a embaçar e visão fica comprometida, trazendo a impressão de “moscas voando” e flashes sendo disparados devido a eventuais extravasamentos de líquidos e hemorragias. Geralmente está associada com a diabetes e hipertensão arterial, e por isso, uma vez diagnosticado com alguma dessas doenças é ideal a realização de exames óticos a fim de um diagnóstico complementar que consiga ver as implicações dessas doenças na sua saúde ocular.

A existência de doenças oculares silenciosas é realmente preocupante visto que são imperceptíveis, felizmente, todas elas podem ser detectadas numa consulta oftalmológica de rotina. Então já sabe, não deixe de colocar sua saúde ocular em dia.

 

 

 

 

Exames Oculares e Diabetes

A diabete é uma doença hormonal crônica que tem impacto em todo o organismo humano e, com a saúde ocular o cuidado também deve ser feito. Todo diabético precisa dar atenção especial à saúde de seus olhos uma vez que a alta taxa de glicose no sangue pode resultar em diversos consequências para a visão. Entre as mais frequentes complicações da diabetes estão a retinopatia diabética, glaucoma e catarata.

 

  • Catarata: Doença onde há uma opacificação parcial ou total do cristalino do olho, o que atrapalha a entrada de luz nos olhos e deixa a visão embaçada. Pode ser congênita (de nascimento), secundária (desenvolvida como complicação de outra doença) ou associada ao envelhecimento natural.
  • Glaucoma: Principal causa de cegueira adquirida, essa doença é caracterizada pelo aumento da pressão dentro do olho. A pressão alta com o passar do tempo danifica o nervo ótico. Mais comum em pessoas acima dos 60 anos.
  • Retinopatia Diabética: Doença que afeta os pequenos vasos da retina, originada principalmente devido ao tempo de duração da diabetes e ao descontrole da glicemia. A doença afeta ambos os olhos e se não diagnosticada e tratada precocemente pode levar a cegueira irreversível.

 

Estas patologias se desenvolvem mais facilmente nas pessoas com diabetes tipo 1, a diabete congênita. Portanto, vale lembrar que o controle do nível de glicemia no sangue deve ser acompanhado diariamente, afinal esse monitoramento associado à uma alimentação equilibrada, é a melhor forma de prevenir o desenvolvimento dessas doenças.

Listamos abaixo alguns dos exames importantes que ajudam na identificação e controle da retinopatia diabética, principal doença ocular que pode acometer um diabético, no entanto, vale lembrar que o encaminhamento para qualquer um desses exames deve ser direcionado pelo oftalmologista. Saiba quais são os exames:

 

Angiofluoresceinografia: Avalia o fluxo dos vasos da retina através de fotografias do fundo do olho capturadas por máquina digital, com o auxílio de uma injeção endovenosa com corante a base de fluoresceína.

Mapeamento da Retina: fundamental para o diagnóstico e acompanhamento dos problemas da retina, pois permite uma visão detalhada de toda a superfície interna do olho.

 

Ressaltamos ainda que uma vez diagnosticado com a diabetes, o paciente está mais propenso a desenvolver Glaucoma e Catarata e por isso, como uma dica de cuidado extra, listamos alguns outros exames que podem detectar e acompanhar o desenvolvimento dessas doenças.

Aberrometria: Estuda possíveis irregularidades ópticas de alta ordem que podem comprometer a visão. As imagens capturadas através de projeções luminosas na córnea proporcionam análise detalhada do sistema óptico ocular (córnea e cristalino). Detecta Catarata

Biometria ultrassônica: Avalia as dimensões oculares e cálculos dos poderes de lentes-intraoculares para cirurgias de catarata. É medida a distância entre a córnea e a retina, que é fundamental para a implantação da lente intra-ocular correta no tratamento de catarata, podendo até eliminar a necessidade de uso dos óculos. Esse exame também é necessário para o acompanhamento do glaucoma congênito, que pode tanto evoluir quanto regredir, dependendo do caso. Detecta Catarata

Estereofato de papila: Este exame consiste na fotografia colorida, com máquina digital, do nervo óptico ou papila em estereopsia (montada em 3D). Sua principal função é permitir a comparação objetiva da evolução de escavação de disco óptico. Detecta Glaucoma

Fundoscopia/ Exame de Fundo de Olho: Permite visualizar as estruturas do fundo de olho, dando atenção ao nervo óptico, os vasos retinianos, e a retina propriamente dita, especialmente sua região central denominada mácula. Detecta Glaucoma

Gonioscopia: Avalia as estruturas intra-oculares entre a íris e a córnea e é importante para avaliação e tratamento de pacientes portadores ou suspeitos de glaucoma, além do estudo de tumores na íris, trauma ocular ou suspeita de outras anormalidades. Detecta Glaucoma

Tonometria de Aplanação: Permite a medida da pressão intra-ocular, que é fundamental para o diagnóstico de glaucoma. A Tonometria é considerada o exame mais preciso, indolor e simples para a medição da pressão intraocular, além de ser um exame muito importante. Para a realização do exame os olhos são anestesiados com um colírio, levando menos de dois minutos para que ele seja finalizado. Detecta Glaucoma

 

 

5 doenças oculares comuns na terceira idade

Com o envelhecimento, todo o nosso corpo sofre alterações, seja pelo anos ou pelos hábitos não saudáveis. Os olhos também sofrem essas alterações, e com a chegada da terceira idade aumentam a prevalência de problemas oculares. Abaixo vamos listas as 5 doenças mais comuns após os 60 anos.

Catarata

Sendo a principal causa de cegueira reversível no mundo, essa doença ocorre principalmente após os 50 anos. Com ela perde-se progressivamente a transparência do cristalino, o que deixa a visão mais turva. Acontece de forma natural, mas pode ser potencializada com doenças sistêmicas, como a diabetes, e com o uso de drogas, como anti-inflamatórios hormonais (corticoides).

Sintomas

Embaçamento visual que evolui até a perda total da visão.

Prevenção

Não há como prevenir a doença, uma vez que o diabetes e o fumo são causas secundarias da doença. Para adiar o aparecimento é fundamental manter uma dieta rica em alimentos antioxidantes e a proteção da radiação solar.

Glaucoma

Uma doença genética, que provoca a lesão do nervo ótico. Começa com uma perda progressiva da visão periférica a pode levar a cegueira irreversível, quando não tratada a tempo.

Sintomas

Com essa doença podemos perceber a importância da realização de exames periódicos, pois ela só apresenta sintomas nos casos agudos, que são fortes dores de cabeça, fotofobia, enjoo e dor ocular intensa. O cuidado deve ser redobrado com aqueles que possuem pressão intraocular alta. Se faz necessário um acompanhamento da aparência do nervo óptico e a realização do exame de campo de visão.

Prevenção

Para as pessoas que possuem caso de Glaucoma na família é fundamental a realização de consulta oftalmológica completa anual acima dos 45 anos, já os demais pacientes apenas acima dos 60.  Quando diagnostica é indicado a utilização de colírio especifico para impedir o avanço da doença.

Retinopatias

Essa doença provoca alterações nos vasos sanguíneos, e é intensificada quando o paciente também possui diabetes e hipertensão arterial. Ela causa deformações no percurso, extravasamento de liquido e até hemorragias.

Sintomas

Por se instalarem devagar, no início não possuem sintomas. Após algum tempo o embaçamento da vista se torna mais frequente e a diminuição da acuidade visual. Também podem ocorrer perdas de visão súbita, a impressão de “moscas voando” ou de flashes sendo disparados.

Prevenção

Por ser progressiva e ter relação com mais duas doenças, é fundamental o controle da glicemia e da pressão arterial.

Degeneração Macular Relacionada à idade (DMRI)

É a principal causa de cegueira em idosos. Ela consiste na degeneração da estrutura da parte posterior do olho, que é responsável pela visão central. Também ocorre por evolução de doenças sistêmicas e da exposição a medicamentos e saios solares.

Sintomas

Dificuldade na leitura, visão com linhas onduladas, pontos escuros ou espaços em branco, embaçamento da vista e distorção das formas. Começa de forma gradual, se detectada no início pode ser controlada. Mais comum em obesos, fumantes e brancos.

Prevenção

É fundamental manter uma dieta rica em alimentos com alto teor de ômega-3, e vegetais de folhas verdes. Também ajuda prevenir a doença manter hábitos saudáveis, como não fumar, praticar exercícios físicos, controlar o peso e a pressão arterial, e proteger-se da radiação solar.

Olho seco

Esse doença é crônica e se torna mais frequente após a menopausa, devido as mudanças hormonais. É causado pela diminuição da produção de lágrimas. Vários fatores interferem no aparecimento dessa condição:  Alterações senis na pálpebra, distúrbios sistema lacrimal, uso crônico de alguns medicamentos, tratamentos de quimioterapia ou radioterapia, exposição a poluição e clima seco, trauma como queimaduras, idade avançada, uso de lentes de contato, conjuntivite, pós-cirurgia refrativa, diabetes, turbeculose, leucemia e AIDS.

Sintomas

Ardor, queimação, irritação, sensação de areia e corpo estranho nos olhos, fotofobia, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia. Em casos mais graves podem evoluir para úlcera e perfuração da córnea.

Prevenção

Uso de lubrificantes em gotas, pomadas ou gel. Em alguns casos podem ser necessárias cirurgias corretivas, enxertos, suturas provisórias e definitivas

Diabetes e as doenças oculares

Diabetes e as doenças oculares

A diabetes é uma doença que afeta aproximadamente 14 milhões de brasileiros* e possui 422 milhões de casos* em todo o mundo. Esse número é assustador visto que desde 1976, a quantidade de pessoas que possuem a doença quadruplicou.

Mas o que muita gente não sabe é que a diabetes traz diversas complicações, não somente na hora de comer doces! Algumas delas são relacionadas aos olhos. Doenças oculares como a Retinopatia diabética, a catarata e o Glaucoma, que pode deixar uma pessoa permanentemente cega, podem ser decorrentes da diabetes.

A Retinopatia Diabética atinge a retina, sendo o resultado de rompimento de vasos sanguíneos da região e crescimento de outros, irregulares, que se não tratados com antecedência, podem levar à cegueira. Essa doença afeta 28,5% das pessoas acima de 40 anos com diabetes, mas também aparece em pessoas mais novas. É extremamente importante que pessoas com diabetes tipo I façam exame oftalmológico nos primeiros 5 anos desde o diagnóstico da doença, e pessoas com o tipo II façam o exame na época do diagnóstico. A Retinopatia Diabética é progressiva e o melhor tratamento é a prevenção.

A catarata atinge o cristalino do olho, ou seja, a lente natural do olho humano. A doença é responsável pela diminuição da visão por meio da opacidade total ou parcial do cristalino. A catarata atinge quase metade da população mundial com mais de 65 anos, sendo até cinco vezes mais frequente em pessoas diabéticas, e é considerada a maior causa de cegueira evitável. Na diabetes, quando não controlada, a glicose em excesso presente no sangue é absorvida pelo cristalino e o processo de opacidade começa. É essencial que pessoas com diabetes mantenham os níveis de glicose no sangue controlados, para diminuir as chances de desenvolver a doença. Existe tratamento para a catarata e essa consiste na remoção do cristalino e sua substituição pela Lente intraocular (LIO), cuja qualidade supera as de lentes de óculos e de contato.

Por último, o Glaucoma que é consequência do aumento de pressão intraocular, que em pessoas com diabetes é mais comum devido a complicações da doença. Esse aumento de pressão pode matar células oculares, o que gera pontos pretos na visão. O glaucoma pode começar pela área periférica, mas eventualmente atinge a visão central e os nervos óticos. No momento que os nervos são atingidos e suas células morrem, não há reversão ou melhora do problema. Em diabéticos, é recomendado o cuidado com a pressão sanguínea, para que esta não afete a saúde dos olhos. Para essa doença existe tratamento e este consiste em estabilizar a pressão intraocular, mas deve ser feito com antecedência.

Para esclarecimento de mais dúvidas, consulte o seu oftalmologista.

*Segundo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS), respectivamente.

Fonte:

http://www.visaolaser.com.br/saude-ocular/doencas-oculares/

Diabetes e a Saúde Ocular: Retinopatia Diabética

Diabetes e a Saúde Ocular: Retinopatia Diabética

A retinopatia diabética é uma complicação da diabetes mellitus.

Porém estudos clínicos têm mostrado que um bom controle do diabetes e da hipertensão reduz significativamente o risco de retinopatia diabética, e há evidências de estudos conduzidos durante mais de 30 anos de que o tratamento da retinopatia estabelecida pode reduzir o risco de perda visual em mais de 90% dos casos. Embora algumas formas de retinopatia possam ser tratadas por cirurgia vítreo-retiniana, uma vez que a visão tenha sido perdida devido à retinopatia diabética, ela não pode ser restaurada.

De acordo com a OMS, em 2010 a retinopatia diabética era responsável por 4,8% dos 37 milhões de casos de cegueira devido a doenças oculares em todo o mundo (isto é, 1,8 milhão de pessoas). Ainda de acordo com a Organização, a proporção de cegueira causada pela retinopatia diabética varia de cerca de 0% na maioria da África, para 3-7% em grande parte do Sudeste da Ásia, para 15-17% nas regiões mais ricas das Américas e Europa.

De acordo com a International Diabetes Federation (2013), 382 milhões de pessoas em todo o mundo têm diabetes, e cerca de 46% das pessoas com diabetes não sabem que têm o problema, embora em todo o mundo cerca de cinco milhões de mortes anualmente sejam atribuídas a complicações do diabetes.

Depois de 15 anos, cerca de 2% das pessoas com diabetes tornam-se cegos, e cerca de 10% desenvolvem perda visual grave. Depois de 20 anos, mais de 75% dos pacientes têm alguma forma de retinopatia diabética.

A prevalência da retinopatia diabética que pode levar à cegueira é maior na América Latina do que em outras populações, e pode representar até 16% dos casos de cegueira a nível nacional.

O diagnóstico precoce do diabetes e acompanhamento regular com o oftalmologista é fundamental para assegurar sua saúde ocular e controlar o possível desenvolvimento da retinopatia diabética, pois em seus estágios iniciais normalmente não apresentam sintomas visuais. Somente o exame com a pupila dilatada pode detectar se há alguma alteração no fundo do olho antes mesmo que os sintomas apareçam. Quanto mais cedo forem tratadas as alterações, maiores serão as chances de preservar a visão. Os pacientes com diabetes devem realizar pelo menos um exame de fundo de olho por ano e, caso apresentem alguma alteração da Retinopatia Diabética, são necessárias consultas mais frequentes. Os sintomas (nos estágios moderado a avançado) são:

  • Manchas na visão;
  • Visão embaçada;
  • Perda da visão central ou periférica;
  • Distorção na visão.

Cuidar da sua saúde ocular deve ser algo diário, fique atento a qualquer mudança na sua visão e não deixe de visitar seu oftalmologista ao menos uma vez por ano.

Referência: http://cbo.net.br

 

Equipe Hospital de Olhos Rui Marinho