3 Hábitos que Contribuem para uma Boa Visão

A visão é definida como um dos cinco sentidos: Mais do que a visão propriamente dita, nossos olhos são responsáveis por nos orientar no mundo. Já pensou como tudo o que você faz seria mais difícil se você tivesse sua visão comprometida?

Por essa razão, é sempre importante ter uma atenção especial com sua visão. Listamos então três lições bem práticas de como cuidar bem dos seus olhos.

Conheça as dicas dos especialistas

  1. Umidifique Sempre

A baixa umidade do ar traz dias mais secos e com isso, a lubrificação do nosso olho fica comprometida. Para evitar o ressecamento da superfície ocular, é essencial que umidifiquemos o ambiente a nossa volta. Uma sugestão é o uso de aparelhos umidificador, manter próximo de você um ambiente com água, ou até mesmo usar colírios de lágrima artificial.

  1. Pisque Mais

Um dos hábitos mais naturais do ser humano e muitas vezes feito de forma involuntária: Piscar os Olhos. No nosso cotidiano passamos muito tempo concentrados em atividade e/ou expostos a telas como celular, televisão e computador e com isso, piscamos muito menos. Ao piscar, lubrificamos a superfície ocular e impedimos a entrada de partículas de poeira dispersas na atmosfera.

  1. Evite a todo Custo

Procure ser mais cuidadoso e vigilante com o que se aproxima perto da região dos olhos. Não leve dedos ou mãos sujas/engorduras, pois você pode estar levando bactérias e pequenas partículas que podem lesionar os olhos; crie o hábito de lavar as mãos, sobretudo se você for usuário de lentes de contato. Quando sentir irritações, evite coçar excessivamente as pálpebras. Procure não levar objetos pontiagudos próximo a região dos olhos; prefira produtos de higiene que tem ph neutro; retire a maquiagem antes de dormir e de forma cuidadosa e por fim, evite usar óculos de sol sem filtro UV.

7 Doenças Oculares que podem ter Diagnóstico Precoce

Você é daquele que só procura o oftalmologista quando percebe algum problema de visão? Nossos olhos são parte essencial da nossa saúde pois por eles nos orientamos pelo mundo ao nosso redor. É importante de tempos em tempos fazer um check-up oftalmológico para conferir se não há nada de anormal na nossa visão ainda que a doença apenas esteja se manifestando de forma tímida.

Listamos então algumas doenças que podem ser diagnosticadas precocemente e assim, uma vez descobertas, o tratamento pode iniciar antes que se agravem ou evoluam para um quadro de baixa da visão. Conheça as doenças a seguir:

Ametropia: É como são chamados os erros refratários da visão, ou seja, a imagem é interpretada pelo cérebro de forma distorcida. Entre elas a Miopia (problema para enxergar longe), Hipermetropia (problemas para enxergar de perto) e Astigmatismo (visão distorcida de longe e perto).  Com o uso de óculos, lentes e em alguns casos, cirurgia a laser, esses problemas podem ser corrigidos.

Catarata: Doença que acomete o cristalino, parte do nosso olho que é mais transparente. Na catarata o cristalino começa a ficar opaco, comprometendo assim a visão. Doença que tem ocorrência maior em idosos após os 60 anos, mas é possível que a pessoa já nasça com a condição. O tratamento é cirúrgico.

Estrabismo: Popularmente chamados de vesgo, nessa patologia os olhos não olham exatamente na mesma direção ao mesmo tempo. A criança pode nascer estrábica, mas, o quadro também pode estar relacionado com alguma doença ocular, como tumor e glaucoma congênito. Há também a chance de aparecer após os seis meses de vida. O recomendado é que ao notar que os olhos da criança estão apresentando sinais de desvio, procurar o oftalmologista e iniciar o tratamento corretivo, antes que o estrabismo cause maiores complicações para além do incomodo estético.
Glaucoma: Quadro onde há aumento da pressão nos olhos, que, se não for tratado, pode levar à perda gradual e irreversível da visão. O grupo de risco da doença são os hipertensos, pessoas acima de 40 anos, diabéticos e aqueles que possuem histórico familiar. Há também maior incidência em negros e aqueles que fizeram longo tratamento com esteroides ou tem miopia diagnosticada.
Leucocoria: Através do exame do reflexo vermelho é possível identificar o problema de reflexo branco da pupila. Em crianças maiores, há a possibilidade de perceber o reflexo branco em fotos comuns. Pode ser sinal de tumor ou de retinopatia da prematuridade (alteração no crescimento da retina), por exemplo. O tratamento depende da avaliação do oftalmologista e pode ser clínico, com laser ou cirurgia.
Olho saltado (Exoftalmia e Proptose):  O olhos saltado para fora pode ter diversas razõe, entre os mais comuns há estão doenças relacionadas à tireóide e tumores. Se notar qualquer assimetria no tamanho e distância dos olhos, procure um médico. O tratamento consiste em solucionar os problemas que causaram os olhos saltados. Em alguns casos, há a necessidade de cirurgia para corrigir também as suas posições.

Olho seco: Esse quadro pode ser resultante das ametropias ou do olho saltado, e nada mais é do que o ressecamento dos olhos, levando à vermelhidão e irritação crônica. O tratamento é baseado, geralmente, no uso de lubrificantes oculares, como colírios e lágrimas artificias. Pode parecer ser um problema simples, mas que se não tratado pode levar à conjuntivite (inflamação na conjuntiva) e ceratite (inflamação da córnea).

Já deu para perceber a importância dos exames oftalmológicos. Crie então o hábito de fazer o check-up oftalmológica uma vez ao ano e, acima dos 40 anos de idade, de seis em seis meses. Acompanhe também a saúde ocular das crianças logo na primeira infância, não deixando de fazer de fazer o teste do olhinho e quando estiverem em idade escolar, procure entender se a criança tem problemas de enxergar o que está escrito no quadro e/ou com a leitura do material.

Olho Seco

O olho seco ocorre devido a lubrificação inadequada da superfície dos olhos. Esse distúrbio é resultante da produção deficiente ou a evaporação excessiva da lágrima. A lágrima é um mecanismo natural que possui as funções de proteger, nutrir e lubrificar os olhos, evitando o ressecamento.

 

Muitas são as causas para o desenvolvimento do olho seco:

– Baixa umidade do ar / ar-condicionado

– Piscar pouco, que pode ser resultado do uso intenso de computadores e celulares.

– Diabetes e mau funcionamento da tireoide

– Redução da produção de lágrima com a idade

– alterações hormonais, como a menopausa.

– Alguns medicamentos, como contraceptivos orais.

 

Mas como eu sei que tenho olhos seco? Muitas vezes é confundido com outros problemas de visão como infecções e alergias devido a similaridade dos sintomas. Os mais comuns são:

– Sensação de areia nos olhos

– Desconforto

– Vista cansada

– Vermelhidão

– Ardência

– Dor

– Sensibilidade à luz

– Lacrimejamento excessivo

 

Para um melhor tratamento, é fundamental identificar a causa da lubrificação ocular inadequada, que deve ser feito por um oftalmologista. Em muitos dos casos são receitados lubrificantes oculares, mais conhecidos como lagrimas artificiais, que podem ser em forma de soluções ou géis. Eles proporcionam uma película liquida sobre a córnea. Há diversos lubrificantes oculares e apenas o seu oftalmologista poderá indicar o melhor para o seu caso.

 

Por mais que parece um distúrbio simples e inofensivo, quando não tratado pode evoluir para a síndrome do olho seco, uma doença mais séria. Os sintomas ficam mais agudos, com aumento da ardência e da dor.

Se não tratada pode levar a lesões na córnea que, nos casos mais graves, perde a transparência, prejudicando a visão e ate mesmo levando a cegueira.

Por isso é fundamental que você fique atento a todos os sintomas, e caso note algo diferente consulte um oftalmologista.