Evitando Acidentes Oculares em Casa

No nosso dia a dia, é comum que participemos de pequenos acidentes domésticos e/ou no ambiente de trabalho: Um tropeço em um degrau que passou por despercebido, um corte com papel ou a tão recorrente esbarrada do dedo nas quinas dos móveis.

Se os adultos se envolvem em acidentes, imagine então as crianças: segundo aponta o Ministério da Saúde, cerca de 110 mil crianças são hospitalizadas ao ano em decorrência desses pequenos acidentes domésticos; dentro dessa estatística, acidentes que são prejudiciais aos olhos são os mais recorrentes.

Seja por desatenção dos pais ou adultos e/ou responsáveis, ou pela curiosidade nata dos pequenos, os acidentes acontecem e, no caso de órgãos tão delicados como os nossos olhos, os danos e sequelas podem ser irreversíveis. Felizmente, podemos adotar medidas simples para diminuir a recorrência desses acidentes.

Conheça as dicas dos especialistas

  • Evite que as crianças manuseiem brinquedos e objetos pontiagudos como faca e tesouras. Esses objetos trazem em si o risco de perfuração ocular.
  • Observe se as crianças têm costume de coçar os olhos. Quando muito constante, esse hábito pode trazer grande irritabilidade aos olhos podendo gerar infecções.
  • Mantenha objetos que oferecem risco fora do alcance das crianças, sejam produtos de limpeza, panela com líquidos quentes e medicamentos. O impacto físico pode ser danoso, bem como muitos desses produtos podem causar irritação se tiverem contato direto com os olhos
  • Cuidados com as plantas dentro de casa: As espinhosas e pontiagudas podem ferir os olhos, e as que tem soltam líquido leitoso podem causar irritação.
  • Procure sempre manter o ambiente limpo e livre de poeira, uma vez que as partículas de poeira podem deixar os olhos ressecados
  • Ao comprar produtos de higiene, procure aqueles de ph neutro, que causam menos irritação aos olhos.

 

Em caso de dúvidas ou aparecimento de sintomas como vermelhidão e inchaço, consulte o oftalmologista e, para os casos de contato direto com produtos que causam irritação ou grandes impactos, não hesite em procurar o auxílio de um profissional no pronto socorro mais próximo.

7 Doenças Oculares que podem ter Diagnóstico Precoce

Você é daquele que só procura o oftalmologista quando percebe algum problema de visão? Nossos olhos são parte essencial da nossa saúde pois por eles nos orientamos pelo mundo ao nosso redor. É importante de tempos em tempos fazer um check-up oftalmológico para conferir se não há nada de anormal na nossa visão ainda que a doença apenas esteja se manifestando de forma tímida.

Listamos então algumas doenças que podem ser diagnosticadas precocemente e assim, uma vez descobertas, o tratamento pode iniciar antes que se agravem ou evoluam para um quadro de baixa da visão. Conheça as doenças a seguir:

Ametropia: É como são chamados os erros refratários da visão, ou seja, a imagem é interpretada pelo cérebro de forma distorcida. Entre elas a Miopia (problema para enxergar longe), Hipermetropia (problemas para enxergar de perto) e Astigmatismo (visão distorcida de longe e perto).  Com o uso de óculos, lentes e em alguns casos, cirurgia a laser, esses problemas podem ser corrigidos.

Catarata: Doença que acomete o cristalino, parte do nosso olho que é mais transparente. Na catarata o cristalino começa a ficar opaco, comprometendo assim a visão. Doença que tem ocorrência maior em idosos após os 60 anos, mas é possível que a pessoa já nasça com a condição. O tratamento é cirúrgico.

Estrabismo: Popularmente chamados de vesgo, nessa patologia os olhos não olham exatamente na mesma direção ao mesmo tempo. A criança pode nascer estrábica, mas, o quadro também pode estar relacionado com alguma doença ocular, como tumor e glaucoma congênito. Há também a chance de aparecer após os seis meses de vida. O recomendado é que ao notar que os olhos da criança estão apresentando sinais de desvio, procurar o oftalmologista e iniciar o tratamento corretivo, antes que o estrabismo cause maiores complicações para além do incomodo estético.
Glaucoma: Quadro onde há aumento da pressão nos olhos, que, se não for tratado, pode levar à perda gradual e irreversível da visão. O grupo de risco da doença são os hipertensos, pessoas acima de 40 anos, diabéticos e aqueles que possuem histórico familiar. Há também maior incidência em negros e aqueles que fizeram longo tratamento com esteroides ou tem miopia diagnosticada.
Leucocoria: Através do exame do reflexo vermelho é possível identificar o problema de reflexo branco da pupila. Em crianças maiores, há a possibilidade de perceber o reflexo branco em fotos comuns. Pode ser sinal de tumor ou de retinopatia da prematuridade (alteração no crescimento da retina), por exemplo. O tratamento depende da avaliação do oftalmologista e pode ser clínico, com laser ou cirurgia.
Olho saltado (Exoftalmia e Proptose):  O olhos saltado para fora pode ter diversas razõe, entre os mais comuns há estão doenças relacionadas à tireóide e tumores. Se notar qualquer assimetria no tamanho e distância dos olhos, procure um médico. O tratamento consiste em solucionar os problemas que causaram os olhos saltados. Em alguns casos, há a necessidade de cirurgia para corrigir também as suas posições.

Olho seco: Esse quadro pode ser resultante das ametropias ou do olho saltado, e nada mais é do que o ressecamento dos olhos, levando à vermelhidão e irritação crônica. O tratamento é baseado, geralmente, no uso de lubrificantes oculares, como colírios e lágrimas artificias. Pode parecer ser um problema simples, mas que se não tratado pode levar à conjuntivite (inflamação na conjuntiva) e ceratite (inflamação da córnea).

Já deu para perceber a importância dos exames oftalmológicos. Crie então o hábito de fazer o check-up oftalmológica uma vez ao ano e, acima dos 40 anos de idade, de seis em seis meses. Acompanhe também a saúde ocular das crianças logo na primeira infância, não deixando de fazer de fazer o teste do olhinho e quando estiverem em idade escolar, procure entender se a criança tem problemas de enxergar o que está escrito no quadro e/ou com a leitura do material.

Cuidados com a saúde ocular desde a gestação

Para você, quando começa o cuidado com a saúde ocular de um bebê?

Muita gente não sabe, mas os cuidados com a visão devem começar bem antes do nascimento do bebê e continuar por toda a vida.

Ainda durante a gravidez, a futura mamãe deve realizar corretamente o seu pré-natal, não só para evitar doenças, como rubéola e toxoplasmose que se contraídas durante a gestação podem causar problemas de visão no bebê, como também para se informar sobre de que maneira suas condições de saúde podem influenciar o desenvolvimento de seu filho. Ainda no parto o bebê pode ter contato com secreções genitais da mãe, e desenvolver uma espécie de conjuntivite, chamada de oftalmia neonatal. Por isso, os médicos aplicam gotinhas de nitrato de prata nos cantinhos dos olhos do bebê, e com esta medida simples, afastam este risco.

Logo ao nascer, a criança deve ter seus olhos examinados, de preferência ainda na maternidade. Ela deve passar por um exame tão simples quanto importante: o Teste do Reflexo Vermelho, carinhosamente chamado de Teste do Olhinho. Este pequeno feixe de luz permite a identificação de problemas oculares, que podem comprometer seu desenvolvimento visual, como a catarata e o glaucoma congênitos e o retinoblastoma (um tipo de câncer que se instala na retina, ou seja, no interior dos olhos).

Se for identificada pelo médico a suspeita de uma destas doenças, a criança será encaminhada para atendimento por um oftalmologista. O tratamento é cirúrgico, e deve ser realizado o mais cedo possível, para evitar que a dificuldade comprometa o desenvolvimento visual do bebê. Por isso é tão importante que seja realizado logo que a criança nasce. Em alguns estados brasileiros, a realização do Teste do Olhinho é garantida por lei. Em outros não. Se você é ou tem alguma gestante em sua família, procure se informar se o Teste é realizado na maternidade. Se não for, leve sua criança o quanto antes para uma avaliação com um oftalmologista, na rede pública ou na privada (todos os planos de saúde dão cobertura para este exame).

Vale destacar que crianças que nascem prematuramente muitas vezes não completaram o desenvolvimento da parte interna do olho. O problema, chamado de Retinopatia da Prematuridade (ROP), requer acompanhamento oftalmológico maior do que os demais, porque a Retinopatia da Prematuridade pode levar ao descolamento de retina (a retina se solta da parede do fundo do olho). Sem acompanhamento, do médico oftalmologista, essas crianças correm risco de chegarem à cegueira.

Fique de olho na saúde ocular do seu filho e lembre-se, nossa Equipe está à disposição.

Câncer nos olhos

 

Em adultos a maioria dos tumores oculares tem origem em outras partes do corpo e se espalham pelo organismo por meio da corrente sanguínea. Quando chegam a região dos olhos as células se instalam e proliferam.

Há duas formas mais comum de tumores primários nos olhos: o Melanoma e o Retinoblastoma. Os dois podem acarretar na perda total da visão e se não tratado, pode levar a morte.

 

Melanoma

Comum em adultos entre 45 e 60 anos, consiste em um tumor maligno que pode atingir desde a pálpebra ate a camada interna responsável pela circulação de sangue e nutrição da retina. Geralmente não apresenta sintomas nas fases iniciais, seu diagnostico é feito através de exames que mapeiam a retina e a ultrassonografia.  Mesmo não sendo visível, o melanoma pode apresentar sintomas de flashes luminosos e acarretar a perda parcial ou total da visão.

 

Retinoblastoma

Se manifesta principalmente em crianças desde o nascimento até os cinco anos de idade. Tem origem a partir das células de retina, que é a membrana do olho sensível à luz. O principal sinal da doença é a mancha branca que aparece na pupila ao tirar uma foto com flash.

A obrigatoriedade do teste do olhinho ainda na maternidade trouxe grande avanço no diagnostico precoce da doença.

Dentre os tratamentos está a terapia local com laser, e em casos de tumores maiores geralmente são tratados a partir da braquiterapia, quimioterapia e ate mesmo a remoção do globo ocular.

 

Conjuntivite neonatal

Você sabia que secreções genitais da mãe podem infectar os olhos dos bebês durante o parto? Essa é uma das causas da conjuntivite neonatal, ela pode ser ligeira ou grave e geralmente produzir pus nos olhos do bebê. Existem três tipos de conjuntivite neonatal. A química, que apresenta sintomas após cem horas da aplicação do colírio de nitrato de prata. A gonocócica, que apresenta sintomas no terceiro dia após o nascimento e apresenta quadro de secreção abundante. E a terceira é a de inclusão, causada pela bactéria Clamydia, que ao contaminar as secreções genitais passa ao bebê na hora do parto. Geralmente os primeiros sintomas aparecem no sétimo dia após o nascimento e apresenta discreta secreção.

A bactéria que causa a última conjuntivite é considerada uma DST, portanto ressaltamos a importância da utilização de camisinha para evitar o contagio com essa bactéria.

É fundamental a consulta com um oftalmologista assim que percebido algum sintoma, só ele poderá indicar qual o melhor tratamento.

Fonte:  Revista Veja Bem