Saiba de que são feitas as lentes de contato

Antigamente as lentes de contato eram utilizadas na proteção dos olhos, principalmente por guerreiros que andavam por ambientes inóspitos e vivenciavam situações difíceis, como tempestades de areia. Eram feitas de vidro de forma rudimentar, o que causava muito desconforto para os que a utilizavam.

Apenas nos anos 70 as lentes de contato gelatinosas foram criadas, por serem maleáveis eram mais confortáveis para os que precisavam utiliza-la.

Atualmente ainda existem lentes rígidas, que causam um pouco de desconforto na utilização, mas bem inferior que antigamente. As lentes rígidas não precisam de hidratação após o torneamento computadorizado, já as lentes gelatinosas precisam.

 

Mas como elas são feitas as lentes de contato? Quais os materiais utilizados?

 

Silicone-hidrogel: Utilizado em lentes de hidrogel, esse elemento é o responsável por possibilitar a oxigenação dos olhos.

 

Água: Pode parecer estranho, mas toda lente possui uma porcentagem de água, em alguns casos podem chegar até 60%. A água que traz o conforto e auxilia na oxigenação da córnea.

 

Hidroxietilmetacrilato (HEMA): Um tipo de “plástico” que possui a capacidade de se hidratar. É utilizado em lentes gelatinosas.

 

Fluorcarbono: Na lente de contato, o carbono em conjunto com o flúor garantem maior estabilidade ao material.

 

Fluorsilicone: O silicone associado ao fluorcarbono facilitam a chegada de oxigênio aos olhos.

Uso terapêutico das lentes cosméticas

Uso terapêutico das lentes cosméticas

É muito comum vermos pessoas querendo mudar a cor dos olhos através das lentes de contato coloridas, mas você sabia que além dessa funcionalidade, as lentes cosméticas têm outras aplicações mais relevantes?

As lentes de contato cosméticas, as transparentes com pupila negra, são usadas como alternativa para suspensão provisória da visão de um dos olhos. Nos casos de ambliopia em crianças é fundamental fazer a oclusão de um dos olhos. Algumas vezes, elas não aceitam bem o oclusor na lente dos óculos ou na pele. E a lente de contato se torna a alternativa para a realização da oclusão, uma vez que dificilmente será retirada pela criança.

Já em casos de diplopia (visão dupla) temporária é necessário interromper a visão de um dos olhos por um certo período, o que pode ser feito com o uso de lentes transparentes com pupila negra. Tão logo haja recuperação, o tratamento é suspenso.

Já as lentes coloridas com pupila negra são usadas clinicamente em olhos cegos, em pacientes que sofreram traumas importantes dos olhos ou doenças que provocaram a formação de cicatrizes que deformam sua fisionomia. Na maioria das vezes, são adolescentes que tiveram perfuração do olho por acidentes com objetos pontiagudos. Outras vezes, são conseqüências de acidentes automobilísticos ou queimaduras. A pessoa fica com um olho normal e outro esbranqueçado modificando sua aparência. Tais indivíduos podem apresentar complexo, revolta, introversão, ausência de vida social e afetiva. Adaptada a lente cosmética, recupera-se a estética dos olhos e a autoestima deste paciente.

Adaptação de lentes cosméticas

Na adaptação das lentes cosméticas também é obrigatório o exame oftalmológico. O sucesso na adaptação e no uso de lentes de contato depende de um conjunto de fatores. A prescrição médica e o acompanhamento do oftalmologista constituem-se nos elementos primordiais deste processo. Em seguida, destaca-se a adesão do paciente ao tratamento. Em geral, os pacientes que adaptam lentes para recobrir irregularidades ou opacidades corneais são atentos e exigem orientações precisas, antes e durante a adaptação para não verem frustradas suas expectativas quanto ao resultado final.

Durante o processo de adaptação às lentes de contato, o oftalmologista deve ser minucioso nas instruções fornecidas ao paciente sobre limpeza, conservação e troca das lentes. Além de fornecer as orientações necessárias, deve certificar-se da perfeita compreensão do paciente e, em cada consulta, verificar seu conhecimento e conduta, assegurando a adesão às recomendações e a prevenção de complicações.

Fonte: http://imo.com.br

Equipe Hospital de Olhos Rui Marinho