Doenças oculares comuns na gravidez

A gravidez é um período de muitas mudanças hormonais que causam diversas alterações emocionais, físicas e psicológicas. Essas alterações também afetam os olhos, desde o aumento no grau das lentes até doenças oculares.

Essas alterações são causadas principalmente pela retenção de líquido que pode alterar o formato e a espessura da córnea e do cristalino.

Também pode ocorrer o surgimento de miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Como são causados pela intensa variação hormonal, na maioria dos casos voltam ao normal após três ou seis meses do parto.

PRINCIPAIS DOENÇAS OCULARES NA GRAVIDEZ

Alterações Refracionais:

Como comentado anteriormente, a retenção de liquido que ocorre na gestação pode levar a alterações no formato e espessura da córnea e do cristalino, o que acarreta as mudanças refracionais.

Síndrome Do Olho Seco:

Durante a gravidez ocorre algumas alterações também na composição da lágrima, causando a sensação de corpo estranho, coceira, ardor e lacrimejamento. Grávidas que usam lentes de contato podem sentir algum desconforto como decorrência disso.

Complicações Oculares Resultantes Da Pré-Eclâmpsia E Eclampsia:

 A pré-eclâmpsia é uma doença hipertensiva específica da gravidez, que ocorre em aproximadamente 5% das grávidas. Ela pode levar ao comprometimento dos vasos sanguíneos da retina, podendo causar hemorragias, edema, sintomas de fotopsias, manchas escuras, visão embaçada e visão dupla.

Retinopatia Diabética:

Para as grávidas que possuem diabetes, é fundamental um acompanhamento médico durante a gestação, pois as alterações hormonais e vasculares podem piorar a retinopatia diabética que, se não tratada pode levar ao comprometimento definitivo da visão.

Serosa Central:

Uma doença que surge na região da mácula, a parte central e mais importante da retina. As alterações hormonais desse período aumentam o risco do surgimento do problema.

 

Nesse período é fundamental que a mulher tenha um acompanhamento com o seu oftalmologista.

Cuidados com a saúde ocular desde a gestação

Para você, quando começa o cuidado com a saúde ocular de um bebê?

Muita gente não sabe, mas os cuidados com a visão devem começar bem antes do nascimento do bebê e continuar por toda a vida.

Ainda durante a gravidez, a futura mamãe deve realizar corretamente o seu pré-natal, não só para evitar doenças, como rubéola e toxoplasmose que se contraídas durante a gestação podem causar problemas de visão no bebê, como também para se informar sobre de que maneira suas condições de saúde podem influenciar o desenvolvimento de seu filho. Ainda no parto o bebê pode ter contato com secreções genitais da mãe, e desenvolver uma espécie de conjuntivite, chamada de oftalmia neonatal. Por isso, os médicos aplicam gotinhas de nitrato de prata nos cantinhos dos olhos do bebê, e com esta medida simples, afastam este risco.

Logo ao nascer, a criança deve ter seus olhos examinados, de preferência ainda na maternidade. Ela deve passar por um exame tão simples quanto importante: o Teste do Reflexo Vermelho, carinhosamente chamado de Teste do Olhinho. Este pequeno feixe de luz permite a identificação de problemas oculares, que podem comprometer seu desenvolvimento visual, como a catarata e o glaucoma congênitos e o retinoblastoma (um tipo de câncer que se instala na retina, ou seja, no interior dos olhos).

Se for identificada pelo médico a suspeita de uma destas doenças, a criança será encaminhada para atendimento por um oftalmologista. O tratamento é cirúrgico, e deve ser realizado o mais cedo possível, para evitar que a dificuldade comprometa o desenvolvimento visual do bebê. Por isso é tão importante que seja realizado logo que a criança nasce. Em alguns estados brasileiros, a realização do Teste do Olhinho é garantida por lei. Em outros não. Se você é ou tem alguma gestante em sua família, procure se informar se o Teste é realizado na maternidade. Se não for, leve sua criança o quanto antes para uma avaliação com um oftalmologista, na rede pública ou na privada (todos os planos de saúde dão cobertura para este exame).

Vale destacar que crianças que nascem prematuramente muitas vezes não completaram o desenvolvimento da parte interna do olho. O problema, chamado de Retinopatia da Prematuridade (ROP), requer acompanhamento oftalmológico maior do que os demais, porque a Retinopatia da Prematuridade pode levar ao descolamento de retina (a retina se solta da parede do fundo do olho). Sem acompanhamento, do médico oftalmologista, essas crianças correm risco de chegarem à cegueira.

Fique de olho na saúde ocular do seu filho e lembre-se, nossa Equipe está à disposição.