Exames Oculares e Diabetes

A diabete é uma doença hormonal crônica que tem impacto em todo o organismo humano e, com a saúde ocular o cuidado também deve ser feito. Todo diabético precisa dar atenção especial à saúde de seus olhos uma vez que a alta taxa de glicose no sangue pode resultar em diversos consequências para a visão. Entre as mais frequentes complicações da diabetes estão a retinopatia diabética, glaucoma e catarata.

 

  • Catarata: Doença onde há uma opacificação parcial ou total do cristalino do olho, o que atrapalha a entrada de luz nos olhos e deixa a visão embaçada. Pode ser congênita (de nascimento), secundária (desenvolvida como complicação de outra doença) ou associada ao envelhecimento natural.
  • Glaucoma: Principal causa de cegueira adquirida, essa doença é caracterizada pelo aumento da pressão dentro do olho. A pressão alta com o passar do tempo danifica o nervo ótico. Mais comum em pessoas acima dos 60 anos.
  • Retinopatia Diabética: Doença que afeta os pequenos vasos da retina, originada principalmente devido ao tempo de duração da diabetes e ao descontrole da glicemia. A doença afeta ambos os olhos e se não diagnosticada e tratada precocemente pode levar a cegueira irreversível.

 

Estas patologias se desenvolvem mais facilmente nas pessoas com diabetes tipo 1, a diabete congênita. Portanto, vale lembrar que o controle do nível de glicemia no sangue deve ser acompanhado diariamente, afinal esse monitoramento associado à uma alimentação equilibrada, é a melhor forma de prevenir o desenvolvimento dessas doenças.

Listamos abaixo alguns dos exames importantes que ajudam na identificação e controle da retinopatia diabética, principal doença ocular que pode acometer um diabético, no entanto, vale lembrar que o encaminhamento para qualquer um desses exames deve ser direcionado pelo oftalmologista. Saiba quais são os exames:

 

Angiofluoresceinografia: Avalia o fluxo dos vasos da retina através de fotografias do fundo do olho capturadas por máquina digital, com o auxílio de uma injeção endovenosa com corante a base de fluoresceína.

Mapeamento da Retina: fundamental para o diagnóstico e acompanhamento dos problemas da retina, pois permite uma visão detalhada de toda a superfície interna do olho.

 

Ressaltamos ainda que uma vez diagnosticado com a diabetes, o paciente está mais propenso a desenvolver Glaucoma e Catarata e por isso, como uma dica de cuidado extra, listamos alguns outros exames que podem detectar e acompanhar o desenvolvimento dessas doenças.

Aberrometria: Estuda possíveis irregularidades ópticas de alta ordem que podem comprometer a visão. As imagens capturadas através de projeções luminosas na córnea proporcionam análise detalhada do sistema óptico ocular (córnea e cristalino). Detecta Catarata

Biometria ultrassônica: Avalia as dimensões oculares e cálculos dos poderes de lentes-intraoculares para cirurgias de catarata. É medida a distância entre a córnea e a retina, que é fundamental para a implantação da lente intra-ocular correta no tratamento de catarata, podendo até eliminar a necessidade de uso dos óculos. Esse exame também é necessário para o acompanhamento do glaucoma congênito, que pode tanto evoluir quanto regredir, dependendo do caso. Detecta Catarata

Estereofato de papila: Este exame consiste na fotografia colorida, com máquina digital, do nervo óptico ou papila em estereopsia (montada em 3D). Sua principal função é permitir a comparação objetiva da evolução de escavação de disco óptico. Detecta Glaucoma

Fundoscopia/ Exame de Fundo de Olho: Permite visualizar as estruturas do fundo de olho, dando atenção ao nervo óptico, os vasos retinianos, e a retina propriamente dita, especialmente sua região central denominada mácula. Detecta Glaucoma

Gonioscopia: Avalia as estruturas intra-oculares entre a íris e a córnea e é importante para avaliação e tratamento de pacientes portadores ou suspeitos de glaucoma, além do estudo de tumores na íris, trauma ocular ou suspeita de outras anormalidades. Detecta Glaucoma

Tonometria de Aplanação: Permite a medida da pressão intra-ocular, que é fundamental para o diagnóstico de glaucoma. A Tonometria é considerada o exame mais preciso, indolor e simples para a medição da pressão intraocular, além de ser um exame muito importante. Para a realização do exame os olhos são anestesiados com um colírio, levando menos de dois minutos para que ele seja finalizado. Detecta Glaucoma

 

 

Os cuidados com a saúde ocular do diabético

Prevenir é sempre o melhor remédio, e quando o assunto é saúde ocular esse antigo ditado assume um caráter mais verdadeiro ainda, principalmente para quem tem diabetes. É preciso gerenciar bem a taxa de glicemia, fazer exames regularmente para evitar as complicações causadas pela doença, com destaque aqui para as relacionadas à visão.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, as pessoas com diabetes têm 40% mais chance de desenvolver glaucoma; têm 60% mais chance de desenvolver a catarata, além do principal problema oftalmológico relacionado ao diabetes que está relacionado à retina, a retinopatia diabética que pode afetar todas as pessoas que têm diabetes, tanto o diabetes tipo 1 quanto o diabetes tipo 2. Cerca de uma em cada quatro pessoas com diabetes tem o problema em algum momento da vida.

A retinopatia diabética é a principal forma de acometimento do diabetes no olho e sua evolução e agravamento são as principais causas de perda de visão nas pessoas com diabetes. De maneira geral, a retinopatia diabética ocorre em cerca de 20 a 25 % das pessoas que tem diabetes, chegando a acometer a maioria dos pacientes com mais de 15 anos de diagnóstico de diabetes.

A retinopatia é reconhecida como uma doença ‘silenciosa’. O problema da retinopatia diabética é exatamente o fato de que é muito prevalente, sua incidência aumenta à medida que o controle da glicemia é ruim e ela não dá sintomas ou sinais precocemente. Quando há prejuízo na visão por causa da retinopatia, o caso já é muito grave.

Nem sempre a doença apresenta sintomas. A retina pode estar seriamente danificada antes que se tenha qualquer alteração de visão e esteja se sentindo bem. No caso da retinopatia diabética, os sintomas são tardios e, sendo assim, o diagnóstico implica de maneira importante no resultado do tratamento. O trato precoce da retinopatia diabética é muito impactante na preservação da função ocular.

Como prevenção nossa principal dica é controlar bem a glicose e a pressão arterial. Além disso, todas as pessoas com diabetes devem ir ao oftalmologista anualmente.

 

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5 doenças oculares comuns na terceira idade

Com o envelhecimento, todo o nosso corpo sofre alterações, seja pelo anos ou pelos hábitos não saudáveis. Os olhos também sofrem essas alterações, e com a chegada da terceira idade aumentam a prevalência de problemas oculares. Abaixo vamos listas as 5 doenças mais comuns após os 60 anos.

Catarata

Sendo a principal causa de cegueira reversível no mundo, essa doença ocorre principalmente após os 50 anos. Com ela perde-se progressivamente a transparência do cristalino, o que deixa a visão mais turva. Acontece de forma natural, mas pode ser potencializada com doenças sistêmicas, como a diabetes, e com o uso de drogas, como anti-inflamatórios hormonais (corticoides).

Sintomas

Embaçamento visual que evolui até a perda total da visão.

Prevenção

Não há como prevenir a doença, uma vez que o diabetes e o fumo são causas secundarias da doença. Para adiar o aparecimento é fundamental manter uma dieta rica em alimentos antioxidantes e a proteção da radiação solar.

Glaucoma

Uma doença genética, que provoca a lesão do nervo ótico. Começa com uma perda progressiva da visão periférica a pode levar a cegueira irreversível, quando não tratada a tempo.

Sintomas

Com essa doença podemos perceber a importância da realização de exames periódicos, pois ela só apresenta sintomas nos casos agudos, que são fortes dores de cabeça, fotofobia, enjoo e dor ocular intensa. O cuidado deve ser redobrado com aqueles que possuem pressão intraocular alta. Se faz necessário um acompanhamento da aparência do nervo óptico e a realização do exame de campo de visão.

Prevenção

Para as pessoas que possuem caso de Glaucoma na família é fundamental a realização de consulta oftalmológica completa anual acima dos 45 anos, já os demais pacientes apenas acima dos 60.  Quando diagnostica é indicado a utilização de colírio especifico para impedir o avanço da doença.

Retinopatias

Essa doença provoca alterações nos vasos sanguíneos, e é intensificada quando o paciente também possui diabetes e hipertensão arterial. Ela causa deformações no percurso, extravasamento de liquido e até hemorragias.

Sintomas

Por se instalarem devagar, no início não possuem sintomas. Após algum tempo o embaçamento da vista se torna mais frequente e a diminuição da acuidade visual. Também podem ocorrer perdas de visão súbita, a impressão de “moscas voando” ou de flashes sendo disparados.

Prevenção

Por ser progressiva e ter relação com mais duas doenças, é fundamental o controle da glicemia e da pressão arterial.

Degeneração Macular Relacionada à idade (DMRI)

É a principal causa de cegueira em idosos. Ela consiste na degeneração da estrutura da parte posterior do olho, que é responsável pela visão central. Também ocorre por evolução de doenças sistêmicas e da exposição a medicamentos e saios solares.

Sintomas

Dificuldade na leitura, visão com linhas onduladas, pontos escuros ou espaços em branco, embaçamento da vista e distorção das formas. Começa de forma gradual, se detectada no início pode ser controlada. Mais comum em obesos, fumantes e brancos.

Prevenção

É fundamental manter uma dieta rica em alimentos com alto teor de ômega-3, e vegetais de folhas verdes. Também ajuda prevenir a doença manter hábitos saudáveis, como não fumar, praticar exercícios físicos, controlar o peso e a pressão arterial, e proteger-se da radiação solar.

Olho seco

Esse doença é crônica e se torna mais frequente após a menopausa, devido as mudanças hormonais. É causado pela diminuição da produção de lágrimas. Vários fatores interferem no aparecimento dessa condição:  Alterações senis na pálpebra, distúrbios sistema lacrimal, uso crônico de alguns medicamentos, tratamentos de quimioterapia ou radioterapia, exposição a poluição e clima seco, trauma como queimaduras, idade avançada, uso de lentes de contato, conjuntivite, pós-cirurgia refrativa, diabetes, turbeculose, leucemia e AIDS.

Sintomas

Ardor, queimação, irritação, sensação de areia e corpo estranho nos olhos, fotofobia, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia. Em casos mais graves podem evoluir para úlcera e perfuração da córnea.

Prevenção

Uso de lubrificantes em gotas, pomadas ou gel. Em alguns casos podem ser necessárias cirurgias corretivas, enxertos, suturas provisórias e definitivas

Glaucoma, como tratar?

Glaucoma, como tratar?

O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Na imensa maioria dos casos, sem sintomas. A única maneira de prevenir é indo anualmente ao oftalmologista para aferir a pressão ocular e examinar o fundo de olho. O diagnóstico na fase inicial permite que o tratamento preserve a visão do paciente por toda a vida. A doença não tem cura, mas pode ser controlada, assim como a hipertensão arterial e o diabetes.

O Glaucoma é uma doença que atinge o nervo óptico e envolve a perda de células da retina responsáveis por enviar os impulsos nervosos ao cérebro. A pressão intra-ocular elevada é um fator de risco significativo para o desenvolvimento do glaucoma, não existindo contudo uma relação direta entre um determinado valor da pressão intra-ocular e o aparecimento da doença, ou seja, enquanto uma pessoa pode desenvolver dano no nervo com pressões relativamente baixas, outra pode ter pressão intra-ocular elevada durante anos sem apresentar lesões. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma atrofia progressiva do campo visual, que pode progredir para cegueira.

Um dos principais sintomas da doença é a perda da visão periférica no seu início. No começo a perda é sutil, e pode não ser percebida pelo paciente. Perdas moderadas a severas podem ser notadas pelo paciente através de exames atentos da sua visão periférica. Frequentemente o paciente não nota a perda de visão até vivenciar a “visão tubular”, ou seja, apenas a visão central é percebida, o paciente começa a tropeçar, esbarrar em objetos, porque a percepção periférica é ausente. Se a patologia não for tratada, o campo visual se estreita cada vez mais, obscurecendo a visão central e finalmente progredindo para a cegueira do olho afetado. Esperar pelos sintomas de perda visual não é o ideal. A perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, mas pode ser prevenida, atrasada ou estabilizada por tratamento.

Apesar da pressão intra-ocular elevada não ser a única causa do glaucoma, até o momento diminuí-la é o principal tratamento. A pressão intra-ocular pode ser diminuída com medicamentos, em geral, colírios. Caso essa pressão não diminua com o uso de medicamentos, um procedimento cirúrgico poderá ser indicado, tanto a cirurgia a laser (trabeculoplastia) quanto a tradicional (trabeculectomia).

 

Dúvidas Frequentes

 

  1. Como funciona o uso dos medicamentos no tratamento de glaucoma?

Os colírios usados no tratamento do glaucoma têm dois principais mecanismos de ação: diminuir a produção ou aumentar a drenagem do líquido que circula dentro do olho, chamado “humor aquoso”, com a finalidade de baixar a pressão intraocular.

 

  1. Há alguma relação entre a pressão intraocular e o uso de corticoides?

O uso de corticoides sem recomendação médica aumenta a pressão intraocular, fator de risco relevante para o desenvolvimento de danos glaucomatosos.

 

  1. Há relação entre pressão intraocular e consumo de líquidos, inclusive o de bebidas alcoólicas?

A ingestão rápida de grande quantidade de líquidos pode aumentar a pressão intraocular temporariamente. Mas não há relação entre bebida alcoólica e surgimento de glaucoma.

 

  1. Como deve ser alimentação ideal para o portador de Glaucoma?

Não há evidências específicas de que alteração na alimentação beneficie ou prejudique o curso dessa

doença.

 

Fonte: http://www.lotteneyes.com.br

 

Equipe Hospital de Olhos Rui Marinho

Diabetes e as doenças oculares

Diabetes e as doenças oculares

A diabetes é uma doença que afeta aproximadamente 14 milhões de brasileiros* e possui 422 milhões de casos* em todo o mundo. Esse número é assustador visto que desde 1976, a quantidade de pessoas que possuem a doença quadruplicou.

Mas o que muita gente não sabe é que a diabetes traz diversas complicações, não somente na hora de comer doces! Algumas delas são relacionadas aos olhos. Doenças oculares como a Retinopatia diabética, a catarata e o Glaucoma, que pode deixar uma pessoa permanentemente cega, podem ser decorrentes da diabetes.

A Retinopatia Diabética atinge a retina, sendo o resultado de rompimento de vasos sanguíneos da região e crescimento de outros, irregulares, que se não tratados com antecedência, podem levar à cegueira. Essa doença afeta 28,5% das pessoas acima de 40 anos com diabetes, mas também aparece em pessoas mais novas. É extremamente importante que pessoas com diabetes tipo I façam exame oftalmológico nos primeiros 5 anos desde o diagnóstico da doença, e pessoas com o tipo II façam o exame na época do diagnóstico. A Retinopatia Diabética é progressiva e o melhor tratamento é a prevenção.

A catarata atinge o cristalino do olho, ou seja, a lente natural do olho humano. A doença é responsável pela diminuição da visão por meio da opacidade total ou parcial do cristalino. A catarata atinge quase metade da população mundial com mais de 65 anos, sendo até cinco vezes mais frequente em pessoas diabéticas, e é considerada a maior causa de cegueira evitável. Na diabetes, quando não controlada, a glicose em excesso presente no sangue é absorvida pelo cristalino e o processo de opacidade começa. É essencial que pessoas com diabetes mantenham os níveis de glicose no sangue controlados, para diminuir as chances de desenvolver a doença. Existe tratamento para a catarata e essa consiste na remoção do cristalino e sua substituição pela Lente intraocular (LIO), cuja qualidade supera as de lentes de óculos e de contato.

Por último, o Glaucoma que é consequência do aumento de pressão intraocular, que em pessoas com diabetes é mais comum devido a complicações da doença. Esse aumento de pressão pode matar células oculares, o que gera pontos pretos na visão. O glaucoma pode começar pela área periférica, mas eventualmente atinge a visão central e os nervos óticos. No momento que os nervos são atingidos e suas células morrem, não há reversão ou melhora do problema. Em diabéticos, é recomendado o cuidado com a pressão sanguínea, para que esta não afete a saúde dos olhos. Para essa doença existe tratamento e este consiste em estabilizar a pressão intraocular, mas deve ser feito com antecedência.

Para esclarecimento de mais dúvidas, consulte o seu oftalmologista.

*Segundo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS), respectivamente.

Fonte:

http://www.visaolaser.com.br/saude-ocular/doencas-oculares/