5 doenças oculares comuns na terceira idade

Com o envelhecimento, todo o nosso corpo sofre alterações, seja pelo anos ou pelos hábitos não saudáveis. Os olhos também sofrem essas alterações, e com a chegada da terceira idade aumentam a prevalência de problemas oculares. Abaixo vamos listas as 5 doenças mais comuns após os 60 anos.

Catarata

Sendo a principal causa de cegueira reversível no mundo, essa doença ocorre principalmente após os 50 anos. Com ela perde-se progressivamente a transparência do cristalino, o que deixa a visão mais turva. Acontece de forma natural, mas pode ser potencializada com doenças sistêmicas, como a diabetes, e com o uso de drogas, como anti-inflamatórios hormonais (corticoides).

Sintomas

Embaçamento visual que evolui até a perda total da visão.

Prevenção

Não há como prevenir a doença, uma vez que o diabetes e o fumo são causas secundarias da doença. Para adiar o aparecimento é fundamental manter uma dieta rica em alimentos antioxidantes e a proteção da radiação solar.

Glaucoma

Uma doença genética, que provoca a lesão do nervo ótico. Começa com uma perda progressiva da visão periférica a pode levar a cegueira irreversível, quando não tratada a tempo.

Sintomas

Com essa doença podemos perceber a importância da realização de exames periódicos, pois ela só apresenta sintomas nos casos agudos, que são fortes dores de cabeça, fotofobia, enjoo e dor ocular intensa. O cuidado deve ser redobrado com aqueles que possuem pressão intraocular alta. Se faz necessário um acompanhamento da aparência do nervo óptico e a realização do exame de campo de visão.

Prevenção

Para as pessoas que possuem caso de Glaucoma na família é fundamental a realização de consulta oftalmológica completa anual acima dos 45 anos, já os demais pacientes apenas acima dos 60.  Quando diagnostica é indicado a utilização de colírio especifico para impedir o avanço da doença.

Retinopatias

Essa doença provoca alterações nos vasos sanguíneos, e é intensificada quando o paciente também possui diabetes e hipertensão arterial. Ela causa deformações no percurso, extravasamento de liquido e até hemorragias.

Sintomas

Por se instalarem devagar, no início não possuem sintomas. Após algum tempo o embaçamento da vista se torna mais frequente e a diminuição da acuidade visual. Também podem ocorrer perdas de visão súbita, a impressão de “moscas voando” ou de flashes sendo disparados.

Prevenção

Por ser progressiva e ter relação com mais duas doenças, é fundamental o controle da glicemia e da pressão arterial.

Degeneração Macular Relacionada à idade (DMRI)

É a principal causa de cegueira em idosos. Ela consiste na degeneração da estrutura da parte posterior do olho, que é responsável pela visão central. Também ocorre por evolução de doenças sistêmicas e da exposição a medicamentos e saios solares.

Sintomas

Dificuldade na leitura, visão com linhas onduladas, pontos escuros ou espaços em branco, embaçamento da vista e distorção das formas. Começa de forma gradual, se detectada no início pode ser controlada. Mais comum em obesos, fumantes e brancos.

Prevenção

É fundamental manter uma dieta rica em alimentos com alto teor de ômega-3, e vegetais de folhas verdes. Também ajuda prevenir a doença manter hábitos saudáveis, como não fumar, praticar exercícios físicos, controlar o peso e a pressão arterial, e proteger-se da radiação solar.

Olho seco

Esse doença é crônica e se torna mais frequente após a menopausa, devido as mudanças hormonais. É causado pela diminuição da produção de lágrimas. Vários fatores interferem no aparecimento dessa condição:  Alterações senis na pálpebra, distúrbios sistema lacrimal, uso crônico de alguns medicamentos, tratamentos de quimioterapia ou radioterapia, exposição a poluição e clima seco, trauma como queimaduras, idade avançada, uso de lentes de contato, conjuntivite, pós-cirurgia refrativa, diabetes, turbeculose, leucemia e AIDS.

Sintomas

Ardor, queimação, irritação, sensação de areia e corpo estranho nos olhos, fotofobia, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia. Em casos mais graves podem evoluir para úlcera e perfuração da córnea.

Prevenção

Uso de lubrificantes em gotas, pomadas ou gel. Em alguns casos podem ser necessárias cirurgias corretivas, enxertos, suturas provisórias e definitivas

Fatores de risco para o surgimento do Glaucoma

Quem acompanha o Hospital de Olhos Ruimarinho sabe que o galucoma é um dos assuntos mais abordados em nossas redes sociais e ações. Isto porque ele é uma das principais causas de cegueira em todo o mundo. Cada vez mais pessoas sofrem com a doença principalmente por não terem ideia de que estão com glaucoma, visto que em suas fases iniciais esta doença se apresenta como assintomática.  Daí a importância de ir ao oftalmologista ao menos uma vez por anos, pois com exames específicos é possível detectar como está a sua saúde ocular.

 

Confira a seguir os pontos mais críticos que aumentam o risco de desenvolver glaucoma:

 

Pressão ocular elevada

Quando foi a sua última consulta com um oftalmologista? Monitorar a pressão ocular é importante para determinar o risco de desenvolver glaucoma. É justamente o aumento desta pressão que causa a doença, então não abra mão de um acompanhamento médico adequado.

 

Histórico familiar

Os seus pais ou outros parentes já sofreram com glaucoma? Então, as chances de você desenvolver a doença ficam maiores. Portanto, não hesite: realize consultas regulares ao oftalmologista para monitorar sua saúde ocular.

 

Lesão anterior nos olhos

Algo que poucas pessoas percebem é como lesões oculares possuem um impacto severo no desenvolvimento de algumas doenças. E o glaucoma é uma delas. Procure o tratamento adequado para o problema assim que o ferimento ocorrer para normalizar a pressão e evitar danos a longo prazo.

 

Fonte: Portal da Oftalmologia

 

Equipe Hospital de Olhos Rui Marinho

Transplante de Córnea: como é a cirurgia e quais os cuidados no pós-operatório

Quem acompanha nossas redes sociais sabe que neste mês de Setembro estamos focados em um assunto muito importante: a doação de órgãos. Na semana passada nós exploramos um pouco sobre o cenário atual do Brasil quanto ao assunto e destacamos, no caso do transplante de córnea, quais são os fatores limitantes do procedimento e quais as doenças e/ou situações que podem causar a necessidade do procedimento. (Caso não tenha lido, basta clicar aqui)

Hoje vamos explicar um pouco sobre como é realizado o transplante de córnea. Ele pode ser feito com anestesia geral, em que o paciente fica inconsciente, ou local, quando apenas o olho é anestesiado. Na maioria dos casos, trata-se de uma cirurgia rápida, com duração média de uma hora, onde nomalmente o paciente nem precisa de internação.

O procedimento inteiro é feito com um microscópio cirúrgico. Durante a cirurgia é utilizada uma lâmina circular que, quando encaixada no olho, faz um corte circular para remover o centro da córnea doente do paciente. Após isso a córnea saudável é adaptada para caber perfeitamente no espaço da córnea removida e então é costurada no olho do receptor com um fio de nylon finíssimo. Esse fio pode ser retirado facilmente em uma clínica oftalmológica, assim que o olho estiver completamente cicatrizado, podendo permanecer lá por meses ou até anos. No final do procedimento, é feito um curativo e colocado um protetor ocular de plástico.

Após a cirurgia, é necessário o uso de colírios à base de esteroides e/ou antibióticos e pomadas que ajudam na cicatrização da córnea. Esses medicamentos auxiliam no processo de recuperação do olho e são essenciais para reduzir o inchaço e a inflamação, evitando possíveis infecções e até mesmo a rejeição do transplante.

Existem diversas maneiras de se fazer um transplante de córnea. Tudo vai depender de qual parte da córnea foi danificada e do tamanho da área que precisa ser substituída. Conheça os três principais

procedimentos para esta cirurgia:

– Ceratoplastia Penetrante: o tipo mais comum trata-se do transplante da córnea por completo.

– Transplante Lamelar: Referente ao transplante parcial da córnea, indicado quando a substituição da córnea por completo não é a melhor opção. Neste caso, existem duas formas: Lamelar Profundo onde a camada interna da córnea é substituída , ou Lamelar de Superfície onde apenas as camadas externas da córnea são substituídas.

– Ceratoplastia Endotelial: é a substituição da parte mais profunda da córnea. Indicado para pacientes com alterações que envolvam somente as camadas posteriores da córnea, endotélio e membrana de Descemet, sem comprometer outras camadas.

Após o transplante é fundamental que o paciente tome algumas precaoções como:

– Não coçar os olhos, pois a chance de reabrir os cortes feitos na cirurgia, causando infecções, ou até mesmo arrancar a sua nova córnea é muito maior quando há atrito nos olhos nos primeiros dias de recuperação.

– Evite esforços durante as primeiras semanas: logo após a cirurgia, seus olhos estarão muito sensíveis. Por isso, é recomendável que você não faça esforço como academia, por exemplo. Se o seu trabalho é braçal ou exige esforço físico, peça licença médica e descanse em casa durante três a quatro meses antes de retornar.

– Evite fumar ou ficar perto de fumantes: fatores externos, como a poluição e o pólen, já podem irritar os seus olhos. Imagine o que pode acontecer com a fumaça tóxica do cigarro? Por isso, se você é fumante, pare de fumar até que seus olhos se recuperem. Se alguém que mora ou convive com você fuma, peça para não fumar perto de você até que esteja completamente recuperado.

– Use óculos de sol: um dos efeitos colaterais mais comuns das cirurgias oculares é a sensibilidade extrema à luz, principalmente nas primeiras semanas após a operação. Por isso, use óculos de sol.

 

Recuperando a Visão

O tempo de recuperação para que sua visão volte ao normal após o transplante depende de qual tipo de procedimento foi feito. Num procedimento mais superficial nas camadas externas, pode levar cerca de duas semanas para que a visão volte ao normal. Já num transplante completo da córnea, pode levar até dois anos. Em ambos os casos, o paciente deverá ir regularmente ao oftalmologista para fazer revisões e acompanhamento do processo de recuperação.

O que você achou dessa matéria?! Continue acompanhando nossas redes sociais e nosso blog póis teremos mais informações interessantes para você.

Fonte: https://www.hospitaldeolhos.com.br/

Equipe Hospital de Olhos Rui Marinho

Diabetes e as doenças oculares

Diabetes e as doenças oculares

A diabetes é uma doença que afeta aproximadamente 14 milhões de brasileiros* e possui 422 milhões de casos* em todo o mundo. Esse número é assustador visto que desde 1976, a quantidade de pessoas que possuem a doença quadruplicou.

Mas o que muita gente não sabe é que a diabetes traz diversas complicações, não somente na hora de comer doces! Algumas delas são relacionadas aos olhos. Doenças oculares como a Retinopatia diabética, a catarata e o Glaucoma, que pode deixar uma pessoa permanentemente cega, podem ser decorrentes da diabetes.

A Retinopatia Diabética atinge a retina, sendo o resultado de rompimento de vasos sanguíneos da região e crescimento de outros, irregulares, que se não tratados com antecedência, podem levar à cegueira. Essa doença afeta 28,5% das pessoas acima de 40 anos com diabetes, mas também aparece em pessoas mais novas. É extremamente importante que pessoas com diabetes tipo I façam exame oftalmológico nos primeiros 5 anos desde o diagnóstico da doença, e pessoas com o tipo II façam o exame na época do diagnóstico. A Retinopatia Diabética é progressiva e o melhor tratamento é a prevenção.

A catarata atinge o cristalino do olho, ou seja, a lente natural do olho humano. A doença é responsável pela diminuição da visão por meio da opacidade total ou parcial do cristalino. A catarata atinge quase metade da população mundial com mais de 65 anos, sendo até cinco vezes mais frequente em pessoas diabéticas, e é considerada a maior causa de cegueira evitável. Na diabetes, quando não controlada, a glicose em excesso presente no sangue é absorvida pelo cristalino e o processo de opacidade começa. É essencial que pessoas com diabetes mantenham os níveis de glicose no sangue controlados, para diminuir as chances de desenvolver a doença. Existe tratamento para a catarata e essa consiste na remoção do cristalino e sua substituição pela Lente intraocular (LIO), cuja qualidade supera as de lentes de óculos e de contato.

Por último, o Glaucoma que é consequência do aumento de pressão intraocular, que em pessoas com diabetes é mais comum devido a complicações da doença. Esse aumento de pressão pode matar células oculares, o que gera pontos pretos na visão. O glaucoma pode começar pela área periférica, mas eventualmente atinge a visão central e os nervos óticos. No momento que os nervos são atingidos e suas células morrem, não há reversão ou melhora do problema. Em diabéticos, é recomendado o cuidado com a pressão sanguínea, para que esta não afete a saúde dos olhos. Para essa doença existe tratamento e este consiste em estabilizar a pressão intraocular, mas deve ser feito com antecedência.

Para esclarecimento de mais dúvidas, consulte o seu oftalmologista.

*Segundo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS), respectivamente.

Fonte:

http://www.visaolaser.com.br/saude-ocular/doencas-oculares/

Cegueira: é possível evitar?

Blog - Cegueira: é possível evitar?Você sabia que 75% da cegueira no mundo resulta de causas previsíveis e/ou tratáveis?

Quando falamos da importância de visitar o seu oftalmologista com frequência é mais do que uma dica, é um alerta, pois sabemos que com um diagnóstico precoce fica muito mais fácil assegurar a saúde ocular de um paciente. Além disso, lidamos com um senso comum, de que muitas pessoas acreditam que só precisam ir ao oftalmologista, quando sua visão começa a apresentar alguma deficiência.

Confira abaixo as principais causas de cegueira em diferentes fases da vida:

– Infância: as infecções congênitas como a catarata, a retinopatia da prematuridade e o glaucoma congênito, sendo que elas possuem tratamento.

– Entre adolescentes e adultos jovens, os acidentes de trânsito, acidentes em atividades esportivas e no ambiente de trabalho.

– Nos adultos, a detecção precoce de glaucoma, principal causa de cegueira irreversível, é fundamental, e só é possível através do exame oftalmológico regular. A catarata tem prevalência muito elevada, acima dos 60 anos, assim como a degeneração macular que devem ser monitoradas com frequência.

Para reforçar a conscientização sobre o combate a cegueira, o Hospital de Olhos Rui Marinho irá realizar no dia 27 de maio a 2ª Blitz da Saúde Ocular. Acompanhe nossa página no Facebook para ficar por dentro de tudo o que acontecerá no evento.

Link: https://www.facebook.com/hospitalruimarinho/

Fonte: Sociedade Brasileira de Oftalmologia

Equipe Hospital de Olhos Rui Marinho