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Transplante de Córnea: como é a cirurgia e quais os cuidados no pós-operatório

Quem acompanha nossas redes sociais sabe que neste mês de Setembro estamos focados em um assunto muito importante: a doação de órgãos. Na semana passada nós exploramos um pouco sobre o cenário atual do Brasil quanto ao assunto e destacamos, no caso do transplante de córnea, quais são os fatores limitantes do procedimento e quais as doenças e/ou situações que podem causar a necessidade do procedimento. (Caso não tenha lido, basta clicar aqui)

Hoje vamos explicar um pouco sobre como é realizado o transplante de córnea. Ele pode ser feito com anestesia geral, em que o paciente fica inconsciente, ou local, quando apenas o olho é anestesiado. Na maioria dos casos, trata-se de uma cirurgia rápida, com duração média de uma hora, onde nomalmente o paciente nem precisa de internação.

O procedimento inteiro é feito com um microscópio cirúrgico. Durante a cirurgia é utilizada uma lâmina circular que, quando encaixada no olho, faz um corte circular para remover o centro da córnea doente do paciente. Após isso a córnea saudável é adaptada para caber perfeitamente no espaço da córnea removida e então é costurada no olho do receptor com um fio de nylon finíssimo. Esse fio pode ser retirado facilmente em uma clínica oftalmológica, assim que o olho estiver completamente cicatrizado, podendo permanecer lá por meses ou até anos. No final do procedimento, é feito um curativo e colocado um protetor ocular de plástico.

Após a cirurgia, é necessário o uso de colírios à base de esteroides e/ou antibióticos e pomadas que ajudam na cicatrização da córnea. Esses medicamentos auxiliam no processo de recuperação do olho e são essenciais para reduzir o inchaço e a inflamação, evitando possíveis infecções e até mesmo a rejeição do transplante.

Existem diversas maneiras de se fazer um transplante de córnea. Tudo vai depender de qual parte da córnea foi danificada e do tamanho da área que precisa ser substituída. Conheça os três principais

procedimentos para esta cirurgia:

– Ceratoplastia Penetrante: o tipo mais comum trata-se do transplante da córnea por completo.

– Transplante Lamelar: Referente ao transplante parcial da córnea, indicado quando a substituição da córnea por completo não é a melhor opção. Neste caso, existem duas formas: Lamelar Profundo onde a camada interna da córnea é substituída , ou Lamelar de Superfície onde apenas as camadas externas da córnea são substituídas.

– Ceratoplastia Endotelial: é a substituição da parte mais profunda da córnea. Indicado para pacientes com alterações que envolvam somente as camadas posteriores da córnea, endotélio e membrana de Descemet, sem comprometer outras camadas.

Após o transplante é fundamental que o paciente tome algumas precaoções como:

– Não coçar os olhos, pois a chance de reabrir os cortes feitos na cirurgia, causando infecções, ou até mesmo arrancar a sua nova córnea é muito maior quando há atrito nos olhos nos primeiros dias de recuperação.

– Evite esforços durante as primeiras semanas: logo após a cirurgia, seus olhos estarão muito sensíveis. Por isso, é recomendável que você não faça esforço como academia, por exemplo. Se o seu trabalho é braçal ou exige esforço físico, peça licença médica e descanse em casa durante três a quatro meses antes de retornar.

– Evite fumar ou ficar perto de fumantes: fatores externos, como a poluição e o pólen, já podem irritar os seus olhos. Imagine o que pode acontecer com a fumaça tóxica do cigarro? Por isso, se você é fumante, pare de fumar até que seus olhos se recuperem. Se alguém que mora ou convive com você fuma, peça para não fumar perto de você até que esteja completamente recuperado.

– Use óculos de sol: um dos efeitos colaterais mais comuns das cirurgias oculares é a sensibilidade extrema à luz, principalmente nas primeiras semanas após a operação. Por isso, use óculos de sol.

 

Recuperando a Visão

O tempo de recuperação para que sua visão volte ao normal após o transplante depende de qual tipo de procedimento foi feito. Num procedimento mais superficial nas camadas externas, pode levar cerca de duas semanas para que a visão volte ao normal. Já num transplante completo da córnea, pode levar até dois anos. Em ambos os casos, o paciente deverá ir regularmente ao oftalmologista para fazer revisões e acompanhamento do processo de recuperação.

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Fonte: https://www.hospitaldeolhos.com.br/

Equipe Hospital de Olhos Rui Marinho